A análise teve por base a última tabela oficial de preços do Estado, datada de 2017
Já imaginou ter de pagar sempre que recorre ao Serviço Nacional de Saúde? O Hospital de São João, no Porto, abriu portas para mostrar alguns dos serviços por onde passam milhares de utentes e revelar quanto custariam, em valores reais, muitos dos cuidados prestados diariamente.
A visita foi acompanhada pelo presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, começando pelo serviço de urgência. A análise teve por base a última tabela oficial de preços do Estado, datada de 2017, o que significa que os custos atuais deverão ser pelo menos 30 a 40% superiores.
Em pleno pico da gripe, uma ida à urgência, após referenciação pela linha SNS24, tinha um custo mínimo de 95 euros, aplicável tanto a suspeitas de gripe como a outras situações urgentes. Exames complementares representam uma fatia significativa da despesa: um raio-X custava entre 20 e 25 euros, uma ecografia cerca de 50 euros, uma TAC rondava os 100 euros, uma ressonância magnética variava entre 200 e 500 euros e um PEC aproximava-se dos mil euros.
Quando a situação clínica se agrava e há necessidade de internamento, os custos aumentam substancialmente. Uma semana de internamento custava cerca de 2.500 euros e, em cuidados intensivos, o valor podia atingir os 5.000 euros por doente.
Para utentes com doença crónica, como doentes oncológicos, os encargos são ainda mais elevados. O custo anual dos fármacos administrados pode chegar aos 90 mil euros, com uma fatura global próxima dos 100 mil euros por ano, valores suportados integralmente pelo SNS.