Inscreveram-se para uma experiência de snorkeling e acabaram esquecidos no mar. Casal quer cinco milhões de euros por danos psicológicos

CNN Portugal , MCP
6 mar, 15:48
Snorkeling

Um casal agendou uma excursão de snorkeling e acabou abandonado no mar. A situação traumática deu origem a um processo contra a companhia, por danos emocionais e negligência

Um casal californiano está a processar uma empresa havaiana de turismo por negligência e danos emocionais. O casal pede uma indemnização de cerca de 5 milhões de euros depois de, durante a lua de mel, numa experiência de snorkeling proporcionada por uma agência, ter sido abandonado no mar, longe da costa.

Elizabeth Webster e Alexander Burckle, jovens experientes em snorkeling, desfrutavam da sua lua de mel no Havai, em setembro de 2021, e agendaram uma experiência com a agência Sail Maui para visitar a ilha Lanai.

Segundo a queixa, não existiam informações específicas sobre o tempo de visita à ilha. O capitão indicou que os turistas teriam cerca de uma hora para visitar a área e que a seguir partiam para o destino seguinte.

Ao Insider, o advogado das vítimas, Jared Washkowitz, disse que a companhia “não definiu qualquer tipo de limites ou regras para a experiência” e nem prestou apoio de um salva vidas ou um guia para a excursão. "Foi simplesmente muito desorganizado”, acrescenta um dos membros da tour.

Todos os 44 passageiros entraram na água, prontos a se aventurar, pelas 10h50. Por volta das 11h50, o casal deu por encerrada a sua tour e voltou a nadar em direção ao barco. No entanto, depois de 15 minutos a nadar, perceberam que não tinham “feito progressos na aproximação do barco”.

Inicialmente, as águas mantinham-se calmas e límpidas, mas depois de algum tempo começaram a mudar e a ficar cada vez mais agitadas. Pelas 12h20, depois de muito esforço a nadar, os queixosos avistaram o barco, mas perceberam que “estava muito mais longe do que da última vez que o tinham visto”. Por essa altura, tentaram enviar sinais de ajuda, mas sem sucesso, o barco continuou para o seu próximo ponto de paragem.

Alexander e Elizabeth persistiram e continuaram a nadar, mas as condições foram-se tornando mais complicadas e, a certa altura, o pânico instalou-se, quando faltavam ainda uns 500 metros para chegarem à costa e só o pior lhes ocorria.

A partir do momento que entenderam que ninguém os iria buscar, o plano delineado entre eles era de nadar até à costa de Lanai, o que tinha alguns riscos, dado que tinham informações da existência de corais rasos. 

Mas conseguiram. Pelas 13h, chegaram à costa "cansados e desidratados”. Foram encontrados e receberam ajuda de um residente da zona.

Segundo o advogado, o casal só terá conseguido o feito por serem dois “jovens, saudáveis e atléticos” e acredita que se fosse um casal mais velho, sem a mesma experiência, se teria afogado.

O processo acusa a agência de negligência na contagem. Além de ter existido quem tenha alertado o capitão de que o casal tinha nadado para mais longe e este ter afirmado que eles já haviam chegado, durante uma primeira ronda de contagem, o capitão contou apenas 42 pessoas, mas na segunda já mencionou 44 passageiros. Pessoas que estavam presentes contaram que não foi pedido para os tripulantes se sentarem para uma contagem e toda a gente continuou a andar de um lado para o outro.

Perante isto, o casal entra agora com um processo por negligência e danos emocionais.

“Estas pessoas vêm para a sua lua de mel, querem uma experiência fantástica e, em vez disso, enfrentam a morte. Isto também é péssimo para o Havai, francamente”, diz um dos advogados

A denúncia regista que, depois do incidente, a empresa mudou o processo de contagem, mas a Sail Maui ainda não prestou qualquer tipo de declarações.

E.U.A.

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