Presidente Trump quer acabar com as narrativas "divisivas" e a ideia de que a América é racista
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou esta quinta-feira uma ordem executiva que dá instruções ao vice-presidente JD Vance - membro do conselho de regentes do Smithsonian - para eliminar “ideologia imprópria, divisiva ou antiamericana” dos museus, centros de educação e investigação da Smithsonian Institution , assim como do Jardim Zoológico Nacional, informou a Casa Branca.
"Outrora amplamente respeitado como um símbolo da excelência americana e um ícone global de realização cultural, o Instituto Smithsonian tem estado nos últimos anos sob a influência de uma ideologia divisiva e centrada na raça. Esta mudança promoveu narrativas que retratam os valores americanos e ocidentais como inerentemente nocivos e opressivos", justifica o documento do presidente.
A ordem também instrui o secretário do Interior a restaurar monumentos e estátuas federais que tenham sido removidos ou alterados nos últimos anos “para perpetuar uma falsa revisão da história ou minimizar ou depreciar indevidamente certas figuras ou eventos históricos”.
Trump afirma que tem havido um esforço “concertado e generalizado” ao longo da última década para reescrever a história americana, substituindo “factos objetivos” por uma “narrativa distorcida impulsionada pela ideologia e não pela verdade”.
"Este movimento revisionista procura minar os feitos notáveis dos Estados Unidos, lançando os seus princípios fundadores e marcos históricos sob uma luz negativa", refere a ordem executiva. "No âmbito desta revisão histórica, o legado inigualável da nossa Nação de promoção da liberdade, dos direitos individuais e da felicidade humana é reconstruído como sendo inerentemente racista, sexista, opressivo ou, de qualquer outra forma, irremediavelmente defeituoso. Em vez de promover a unidade e uma compreensão mais profunda do nosso passado comum, o esforço generalizado para reescrever a história aprofunda as divisões sociais e fomenta um sentimento de vergonha nacional, ignorando o progresso que a América fez e os ideais que continuam a inspirar milhões de pessoas em todo o mundo".
