Anúncio foi feito pela ministra da Administração Interna
O Governo decidiu prolongar a situação de alerta até ao próximo dia 17, domingo, anuncia a ministra da Administração Interna, em conferência de imprensa.
"Porque a adversidade não dá sinais de nos largar, o Governo decidiu prorrogar, uma vez mais, a situação de alerta, que se manterá, com todas as proibições que foram fixadas na declaração inicial do dia 3 de agosto, até ao dia 17, domingo", declarou Maria Lúcia Amaral, na sede nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.
Questionada sobre os apelos e as críticas dos autarcas, que têm lamentado a falta de meios no terreno, a ministra responde que esses apelos são "mais do que compreensíveis", tendo em conta o sentimento de "impotência e aflição" perante as chamas.
"Eu compreendo que quem está muito próximo dos acontecimentos entenda que nada é suficiente", afirma, sublinhando que Portugal tem, neste momento, "o maior dispositivo de sempre no terreno", adiantando que, na quarta-feira, foram mobilizados 603 veículos terrestres, 1850 operacionais e realizadas 167 missões aéreas.
Sobre os Canadair, a ministra confirma que dois Canadair portugueses ficaram "momentaneamente inoperacionais" mas "soube-se esta tarde que estavam novamente no ar". "Temos mais dois que foram emprestados por Marrocos, ao abrigo de um acordo bilateral, portanto neste momento - que é um momento de unir esforços, de reagir - nós estamos a reagir com todos os meios disponíveis", sublinha.
Interrogada sobre se considera que tem condições para se manter no cargo, a ministra lembra que há dois meses prestou um juramento "de lealdade". "Não vou trair o juramento de lealdade dois meses depois apresentando a demissão ou pensando em demitir-me."
