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Sobe para 93 número de portugueses e lusodescendentes mortos no sismo na Venezuela

Agência Lusa
4 jul, 19:10
Efeitos do sismo na Venezuela (AP)
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Dezassete são crianças e 76 são adultos

O número de cidadãos portugueses que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 93, havendo 80 que tinham também a nacionalidade venezuelana, divulgou este sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Por faixa etária, 17 são crianças e 76 são adultos. Continuam desaparecidos 57 cidadãos portugueses.

O número de mortos devido aos terramotos ocorridos no dia 24 de junho na Venezuela aumentou para 2.954, e o número de feridos subiu para 16.592, indicou hoje o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.

De acordo com o balanço oficial, 6.462 pessoas foram resgatadas e 16.309 ficaram sem casa, pelo que foram criados 80 acampamentos temporários.

O presidente do parlamento, que é também irmão da presidente em exercício, Delcy Rodríguez, indicou na rede social Telegram que se contabilizaram 856 edifícios afetados e 190 desmoronados.

Atualmente, há 3.281 socorristas internacionais e 26.984 voluntários registados, segundo as autoridades venezuelanas, que disponibilizaram um número de telefone e uma plataforma digital para comunicar desaparecidos, mas ainda não atualizaram o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido.

Até quinta-feira, 25 de junho, um dia após os sismos, havia pelo menos 157 pessoas desaparecidas, de acordo com dados oficiais.

Por seu lado, a líder da oposição e Prémio Nobel da Paz María Corina Machado, está a promover um ´site´ desenvolvido por técnicos e pela sociedade civil para que as pessoas possam comunicar o desaparecimento dos seus familiares, refere a agência EFE.

Até ao momento, a plataforma regista 39.161 pessoas "a localizar", mas as Nações Unidas estimam que o número de pessoas desaparecidas ronde 50 mil.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Desde a ocorrência dos sismos de grande magnitude foram também registadas 942 réplicas, segundo as autoridades.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.

Este duplo sismo é o mais mortífero que a Venezuela viveu no último século.

Cinquenta e nove anos antes, em julho de 1967, ocorreu nas proximidades de Caracas um sismo que causou a morte de 245 pessoas, feriu milhares e provocou danos materiais muito avultados.

Os recentes sismos afetaram Caracas e outros seis estados do norte do país, dos quais o mais atingido foi La Guaira, uma zona costeira que já tinha vivido uma tragédia devido a um deslizamento de terra em 1999, que causou milhares de mortos.

Hoje, quando se completam dez dias desde a ocorrência dos sismos, a Venezuela avalia os danos causados às infraestruturas e tenta acelerar os trabalhos de remoção dos escombros, enquanto as probabilidades de resgate de sobreviventes se reduzem ao mínimo.

As autoridades decretaram sete dias de luto nacional.

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