Tragédia de 2004 entra diretamente para o topo das mais mortíferas, mas até houve sismos maiores
O sismo registado ao largo da remota península russa de Kamchatka entrou diretamente para o top 10 dos maiores de sempre, ainda que não tenha tido, pelo menos para já, um efeito significativo em estragos e vítimas.
De resto, essa é uma caraterística comum a alguns dos maiores sismos de sempre, até porque muitos deles, como é o caso deste, aconteceram em regiões pouco habitadas.
A Rússia rapidamente confirmou que este é o maior sismo na zona de 1952, sendo que a península de Kamchatka fica no centro do Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica.
De resto, e olhando para a lista dos piores sismos de que há registo, praticamente todos têm em comum um epicentro registado naquele mesmo oceano.
Com uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, este sismo desencadeou inúmeros alertas de tsunami, colocando toda a região do Pacífico em sobressalto, desde o Japão e a Rússia, onde algumas ondas atingiram mesmo a costa, até aos longínquos Filipinas ou Equador.
Estes são os maiores sismos de sempre:
- Biobío, Chile
Registado com 9,5 na escala de Richter, atingiu a região central do Chile em 1960. Ficou conhecido como o sismo de Valdivia ou o Grande Sismo Chileno, provocando mais de 1.600 mortes em todo o país, a maioria delas resultantes do tsunami originado pelo abalo.
- Alasca
É uma das zonas em sobressalto depois do sismo da madrugada e é normal que assim seja. Em 1964, depois de um sismo de 9,2 na escala de Richter que durou quase cinco minutos, mais de 130 pessoas morreram naquele que é o maior terremoto de sempre nos Estados Unidos. Além do tsunami que se originou, o abalo provocou grandes deslizamentos de terras e inúmeras inundações.
- Sumatra, Indonésia
Será aquele que a maioria de nós tem na memória. Quando todo o mundo celebrava o Natal, um sismo de 9,1 abalou o Índico de uma forma sem precedentes. Apesar de ter uma intensidade menor que os outros, o facto de se ter registado numa zona altamente populada acabou por torná-lo devastador. Mais de 230 mil pessoas morreram e só na Indonésia foram mais de 167 mil as vítimas mortais. Comunidades inteiras foram apagadas do mapa e 14 países registaram eventos de tsunami.
- Tohoku, Japão
Também de 9,1, este é o tsunami que provocou o maior desastre nuclear desde Chernobyl. Pouco depois do abalo foi emitido um alerta e, pouco depois disso, a central nuclear de Fukushima era completamente arrasada, comprometendo a geração de eletricidade e os sistemas de refrigeração, o que causou o derretimento de três reatores. Mais de 18 mil pessoas morreram no sismo e no tsunami.
- Kamchatka, Rússia
É precisamente a região de que falamos hoje, que não via algo do género desde 1952, mesmo que esteja habituada a fortes abalos. Nesse ano, com um sismo de 9 na escala de Richter, mais de 500 pessoas morreram depois do abalo que durou um minuto e meio.
- Biobío, Chile
Voltamos ao Chile, com uma magnitude de 8,8, precisamente a mesma do registado na madrugada desta quarta-feira. Um sismo atingiu o centro do país em 2010, fazendo a capital Santiago tremer durante mais de minuto e meio e desencadeando um tsunami. Morreram mais de 500 pessoas.
- Esmeraldas, Equador
Bem no início do século XX, em 1906, um outro sismo de 8,8 atingiu o Equador, matando 1.500 pessoas. Os efeitos foram sentidos ao longo de todo o Anel de Fogo do Pacífico, incluindo em cidades como São Francisco ou na faixa costeira do Japão.
- Alasca
Registaram-se apenas alguns danos em edifícios e no asfalto, mas o sismo de 8,7 registado em 1965 causou um tsunami com 11 metros que atingiu as Rat Islands.
- Tibete
Pelo menos 780 pessoas morreram depois de um sismo de 8,6 ter atingido a região montanhosa em 1950. Dezenas de aldeias foram arrasadas, incluindo uma que foi engolida pelo rio. O mesmo abalo provocou deslizamentos de terra na Índia.
- Sumatra, Indonésia
De volta ao local da maior tragédia, Sumatra foi abalada por um sismo de 8,6 na escala de Richter. Embora tenha causado poucos danos, teme-se o efeito de longo prazo causado na falha que originou o desastre de 2004.
O sismo registado esta madrugada entra diretamente para esta lista.