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Japão e Rússia levantam alertas de tsunami após um sismo que assustou meio mundo

30 jul 2025, 13:22

Há dezenas de réplicas e assim deve continuar durante as próximas semanas

Chegou a temer-se o pior depois da terra ter tremido como poucas vezes na história - só cinco foram mais fortes. Mas o sismo registado em Kamchatka acabou por não ter o impacto que outros da mesma dimensão tiveram.

Apesar dos 8,8 na escala de Richter e do sobressalto provocado em todo o Oceano Pacífico, não há qualquer registo de mortes e mesmo os danos materiais foram reduzidos.

O Anel de Fogo do Pacífico voltou a sentir um forte sismo, o maior em Kamchatka desde 1952, o que levou as populações das zonas orientais das costas de Japão e da Rússia a prepararem-se para grandes tsunamis.

“Pedi silenciosamente o perdão de toda a gente”, revelou um jovem russo que partilhou um vídeo nas redes sociais pouco depois do abalo.

É que além de um minuto e meio a tremer, o sismo desencadeou um forte tsunami, cujo impacto só não foi pior porque aquela é uma das zonas mais remotas da Rússia.

“De acordo com as medições, algumas áreas da costa de Kamchatka tiveram um tsunami com ondas entre os 10 e os 15 metros”, confirmou o diretor do Laboratório de Tsunamis do Instituto Oceanológico da Academia Russa das Ciências, Igor Medvedev, em declarações à agência RIA Novosti.

E foi por isso mesmo que mais abaixo se pediu a retirada de dois milhões de pessoas. Falamos do Japão, onde a ilha de Hokkaido, a mais norte do arquipélago, esteve toda em alerta máximo.

As pessoas afastaram-se da costa e as que não o fizeram subiram para edifícios altos, procurando evitar uma repetição do que aconteceu em 2011, quando o sismo sentido ao largo de Tohoku arrasou aquela mesma ilha, matando quase 20 mil pessoas e provocando um desastre nuclear em Fukushima.

Quando a madrugada ainda ia a começar em Portugal, já o sol despontava em Tóquio, a televisão pública NHK enchia-se de aviso por todo o lado. Em japonês e em inglês - ALERTA DE TSUNAMI, lia-se no ecrã.

E as ondas chegaram mesmo a Hokkaido, mas acabaram por não passar dos 30/40 centímetros, não provocando danos significativos.

Pior sorte teve a pequena cidade portuária de Severo-Kurilsk, onde vivem não mais do que duas mil pessoas. Por ali a água entrou mesmo, arrastando algumas infraestruturas e barcos que estavam no local.

Horas depois, Japão e Rússia levantavam os alertas mais significativos, mesmo que a terra continue a tremer intensamente - dezenas de réplicas, todas acima dos 4 na escala de Richter.

E esse é mesmo o cenário, já que as autoridades russas já avisaram que se espera uma atividade sísmica durante o próximo mês, muitas vezes com terremotos a aproximarem-se dos 7,5 na escala de Richter.

Um alerta a meio mundo

E se Japão e Rússia ficaram alarmados, muitos outros países também se prepararam para o pior. Para a esquerda de quem vê o mapa de frente, Indonésia e Filipinas emitiram alertas, para a direita foram países tão díspares como Estados Unidos ou Equador a fazer o mesmo.

Antes de tudo isso, e apesar de brutalmente longe do epicentro, até a Nova Zelândia alertou para a imprevisibilidade das marés.

E o tsunami acabaria mesmo por chegar, ainda que com ondas abaixo de um metro, ao território dos Estados Unidos.

No Havai, onde a cidade de Honolulu entrou num frenesim de trânsito para fugir da costa, registou-se um evento. Na Califórnia a mesma coisa, ainda que nenhum deles com gravidade suficiente para alarme.

Apesar de o alarme já não ser tão sério na Rússia e no Japão, países como o Peru ou o Chile ainda esperam um possível impacto de ondas provocadas pelo sismo.

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