Manifestações têm lugar dois dias depois de um atentado contra uma mesquita alauíta na cidade de Homs ter provocado oito mortos e 18 feridos
Confrontos eclodiram este domingo em cidades do litoral da Síria entre manifestantes da minoria religiosa alauíta e contramanifestantes, dois dias após um atentado à bomba ter atingido uma mesquita alauíta na cidade de Homs, matando oito pessoas e ferindo outras 18 durante as orações.
Segundo a Al-Jazeera, há já a registar pelo menos três mortos e 60 feridos na sequência dos protestos e confrontos. As manifestações foram convocadas por Ghazal Ghazal, chefe do Conselho Supremo Islâmico Alauíta da Síria e da Diáspora, após o ataque de sexta-feira à mesquita.
Durante as manifestações antigovernamentais, que contaram com forte presença das forças de segurança, foram entoados slogans exigindo um sistema de governo federal. A Síria tem estado a atravessar várias ondas de confrontos sectários desde a queda do ex-presidente Bashar al-Assad, numa ofensiva rebelde, em dezembro de 2014, que pôs fim a quase 14 anos de guerra civil. A família Assad, que governou a Síria durante várias décadas, pertence à minoria alauíta.
Milhares de manifestantes estão reunidos nas cidades costeiras de Latakia e Tartous, a par de outros locais, noticia a Associated Press e outras agências. As autoridades dizem que investigações preliminares indicam que dispositivos explosivos foram plantados dentro da mesquita em Homs, mas ainda não identificaram publicamente nenhum suspeito pelo atentado. Os funerais das vítimas tiveram lugar no sábado.
Um grupo pouco conhecido, autodenominado Saraya Ansar al-Sunna, reivindicou a autoria do ataque num comunicado publicado no seu canal de Telegram, a indicar que o ataque tinha como alvo membros da seita alauíta, um ramo do islamismo xiita que os islamitas radicais consideram apóstatas.