MAI nega contradições e volta a defender Viegas Nunes na presidência da SIRESP

Agência Lusa , MJC
26 mai, 17:38
Luís Neves (Lusa)
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“Nenhum dos factos vindos a público belisca minimamente” Viegas Nunes na presidência da empresa que gere o SIRESP, afirma Luís Neves

O ministro da Administração Interna negou esta terça-feira que existam contradições sobre o primeiro pedido de demissão do secretário-geral adjunto, garantindo que “nenhum dos factos vindos a público belisca minimamente” Viegas Nunes na presidência da empresa que gere o SIRESP.

“Não contradiz rigorosamente nada. Na sequência da troca de comunicações com o meu gabinete, o senhor secretário-geral adjunto pensou que estava a ser posta em causa o seu conhecimento. Depois de ser explicado que era necessário ter um documento entendível pela comunicação social e pelos portugueses, ele rapidamente percebeu e agradeceu”, esclareceu Luís Neves aos jornalistas à margem de uma visita a Cascais.

O ministro foi questionado sobre uma troca de ‘emails’, a que a Lusa teve acesso, entre o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, e elementos do gabinete do MAI, que desmentem a versão dada inicialmente por Luís Neves sobre o primeiro pedido de demissão.

Num ‘email’ de 28 de abril, António Pombeiro justificava o seu pedido de demissão com irregularidades na SIRESP durante a gestão de Viegas Nunes. António Pombeiro voltou a pedir a demissão na passada sexta-feira alegando novamente irregularidades.

Luís Neves avançou hoje que, depois da troca de ‘emails’, António Pombeiro ficou esclarecido e “continuou a fazer bem o seu trabalho”, tendo apresentado a demissão na passada sexta-feira quando lhe comunicou pessoalmente a nomeação do novo presidente da empresa que gere o SIRESP, o general Paulo Viegas Nunes.

O ministro voltou a rejeitar ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Paulo Viegas Nunes (2022 e 2024).

O governante referia-se às conclusões de um relatório da Inspeção Geral de Finanças sobre a SIRESP, o qual “não há um único facto que do ponto de vista de ética criminal e de ilegalidade possa ser apontada ao general”.

“Nenhum dos factos vindos a público belisca minimamente o general”, sustentou.

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