Singapura executa preso condenado por tráfico de droga

Agência Lusa , AM
22 jul, 06:44
Prisão

Nazeri Lajim, com um longo historial de uso de drogas e outros crimes, foi condenado em 2017 por tráfico de 960 gramas de heroína

Singapura executou hoje um prisioneiro condenado por tráfico de droga, pela quinta vez desde que o país retomou, no final de março, a aplicação da pena capital, que tinha sido suspensa no início da pandemia.

O singapuriano Nazeri Lajim, de 64 anos, foi enforcado – o método de execução de condenados em Singapura – nas primeiras horas da manhã na prisão de Changi.

A ativista contra a pena de morte Kokila Annamalai e o advogado Ravi Madasamy, que tem assegurado a defesa de vários condenados à pena de morte, confirmaram a execução nas redes sociais.

Lajim, com um longo historial de uso de drogas e outros crimes, foi condenado em 2017 por tráfico de 960 gramas de heroína.

O condenado apresentou na quinta-feira um pedido de última hora a um tribunal para adiar a execução, que foi rejeitado pelos magistrados.

Desde 2017, 29 pessoas foram executadas em Singapura, a grande maioria por crimes relacionados com drogas, afirmou em 07 de julho a ativista Kirsten Han, coordenadora da organização não-governamental Transformative Justice Collective, que defende a abolição da pena capital.

Num caso controverso e mediático, Singapura executou em 27 de abril Nagaenthran Dharmalingam, um malaio com deficiência intelectual, condenado por tráfico de droga, após uma longa batalha legal e apesar de críticas das Nações Unidas e da União Europeia e de repetidos apelos à clemência.

No início de julho, o ministro do Interior de Singapura, Kasiviswanathan Shanmugam, defendeu a execução de Nagaenthran e de outros condenados durante uma entrevista à BBC, alegando que, na luta contra as drogas, a pena capital “salva vidas”.

A cidade-estado tem uma das leis mais rígidas do mundo no que diz respeito ao uso e tráfico de drogas, punindo a maioria dos casos com pena de norte.

Ativistas como Han têm vindo a alertar que a quase saturação do corredor da morte está a levar a uma aceleração das execuções, após um intervalo de dois anos devido à pandemia de covid-19.

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