Singapura enforca homem de 79 anos e bate recorde de execuções por tráfico de droga

Agencia EFE , TFR
7 ago, 12:11
Singapura destaca-se pela limpeza e pelo arrojo arquitetónico (Wong Maye-E/AP)
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O país mantém uma das legislações antidroga mais severas do mundo, prevendo a pena de morte para o tráfico de pelo menos 500 gramas de canábis ou 15 gramas de heroína

As autoridades de Singapura enforcaram esta sexta-feira um homem de 79 anos, o décimo sexto condenado por tráfico de droga a ser executado este ano na próspera cidade-Estado, estabelecendo um novo recorde oficial de execuções em 2025.

Tratava-se de uma pessoa sem nacionalidade reconhecida, a quem, segundo a agência antidroga de Singapura, "foi garantido o devido processo e teve representação legal durante o julgamento e o recurso". Num breve comunicado, a mesma entidade indicou ainda que o pedido de clemência apresentado ao Presidente da República foi recusado.

"A pena de morte é aplicada apenas aos crimes mais graves, como o tráfico de quantidades significativas de droga que causam danos muito graves, não só aos consumidores, mas também às suas famílias e à sociedade em geral", refere o comunicado, que não especifica a quantidade de droga envolvida neste caso.

Singapura mantém uma das legislações antidroga mais severas do mundo, prevendo a pena de morte para o tráfico de pelo menos 500 gramas de canábis ou 15 gramas de heroína, em processos que organizações não-governamentais e ativistas classificam como pouco transparentes.

As execuções por enforcamento, método utilizado pelo país, aumentaram em 2025 — 15 confirmadas oficialmente pelas autoridades, embora organizações não-governamentais apontem para 17 —, ultrapassando o anterior recorde conhecido por grupos como a Amnistia Internacional, que registou 13 execuções em 2003.

Desde o início de 2026, segundo a agência nacional antidroga, foram executados 12 cidadãos de Singapura, três da vizinha Malásia e o homem enforcado esta sexta-feira, com idades entre os 32 e os 79 anos.

A identidade da maioria dos executados permanece desconhecida.

A cidade-Estado, que possui um dos PIB per capita mais elevados do mundo, defende habitualmente a aplicação da pena de morte como forma de garantir a segurança do país e sustenta que esta tem um efeito dissuasor sobre o consumo de droga, embora sem apresentar dados que o comprovem.

Só em 2025, a polícia deteve 3.208 pessoas por posse e tráfico de droga, sendo metade delas menores de 30 anos, incluindo uma criança de 12 anos, de acordo com dados oficiais.

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