TAP: SITEMA lamenta instabilidade política e em especial indemnização milionária

Agência Lusa , DCT
29 dez 2022, 23:32
TAP (imagem Getty)

Com este cenário, Jorge Alves apelou “à importância da estabilidade política relativamente à gestão da TAP”

O Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA) lamentou esta quinta-feira a instabilidade política em torno da TAP, “em especial o pagamento de uma indemnização milionária”, em texto assinado pelo seu presidente, Jorge Alves.

Este dirigente lembra, a propósito, que “os trabalhadores são duplamente afetados”, tanto “por manterem as suas operações num ambiente de crise”, como “por fazerem parte dos contribuintes que financiam a companhia”.

No comunicado, salientou que foi “com preocupação” que se viu “a facilidade com que a TAP anunciou o pagamento de uma indemnização de 500 mil euros, tendo em conta que é uma companhia intervencionada e em situação económica difícil”.

Acentuou mesmo que é “verdadeiramente preocupante a falta de transparência acerca dos verdadeiros contornos e movimentações tão relevantes para os vários ‘stakeholders’ [partes interessadas] que ficou patente neste episódio”, expressando “sérias dúvidas sobre este processo”.

Com este cenário, Jorge Alves apelou “à importância da estabilidade política relativamente à gestão da TAP”.

O objetivo que enunciou é o de “sobretudo em assegurar as melhores condições, quer financeiras quer psicológicas, aos trabalhadores no sentido de os reter na companhia, criando um ambiente favorável para a empresa se desenvolver economicamente”.

No seu texto, comentou ainda o ex-ministro Pedro Nuno Santos, de quem disse que, “apesar do mérito” que lhe atribui “por ter investido na TAP numa fase crítica da mesma”, “não pode deixar de referir que também não teve a clarividência necessária de valorizar os TMA [técnicos de manutenção] de forma a evitar a saída de técnicos altamente qualificados para empresas concorrentes, perdendo assim a oportunidade de capitalizar um negócio lucrativo como é a manutenção de aeronaves”.

Desta forma, “espera que o sucessor de Pedro Nuno Santos e respetiva equipa, tenham a visão e capacidade de comunicação necessárias para que se possa em conjunto, encontrar as melhores soluções tendo em conta o panorama atual”.

Para já, o SITEMA defende a “reposição dos cortes salariais a que os TMA têm sido sujeitos, bem como a reintegração dos técnicos dispensados durante a pandemia”.

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