REVISTA DE IMPRENSA | Sindicato dos Médicos do Norte já pediu investigação às entidades competentes
O Instituto Português de Oncologia do Porto está a ser acusado de não pagar às equipas envolvidas na colheita de órgãos e transplantação de medula óssea os subsídios atribuídos pelo Estado para essa atividade. De acordo com o Diário de Notícias, a denúncia é do Sindicato dos Médicos do Norte, que já pediu investigação às entidades competentes.
Segundo a estrutura sindical, os profissionais nunca receberam estas verbas desde 2001, apesar de a legislação prever a sua distribuição para incentivar uma atividade considerada crucial. O sindicato estima que estejam em causa cerca de 12 milhões de euros só nos últimos cinco anos, o equivalente a 2,4 milhões anuais, defendendo que pelo menos esse período deve ser regularizado.
A presidente do sindicato afirma que foram pedidos esclarecimentos à administração, sem resposta até ao momento. Alega ainda que a situação pode violar princípios legais e constitucionais, sublinhando a necessidade de transparência na aplicação dos montantes.
Já o IPO do Porto sustenta que cumpriu a lei, garantindo que as verbas foram aplicadas na melhoria das condições técnicas e científicas dos programas de transplantação. A administração admite, no entanto, estar a adaptar os critérios à nova legislação em vigor desde 2026 e assegura que haverá pagamento aos profissionais nos termos atuais.