PSP faz buscas no Sindicato dos Enfermeiros no Porto visando anterior presidente

Agência Lusa , AM
10 dez 2025, 12:41
Enfermeiro (Freepik)

Pedro Costa é suspeito de usar “milhares de euros” do SE “em proveito próprio”

A PSP está a realizar esta quarta-feira buscas na sede do Sindicato dos Enfermeiros (SE), no Porto, no âmbito de um inquérito que investiga o alegado desvio de dinheiro da instituição pelo anterior presidente, indicou fonte judicial à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, Pedro Costa é suspeito de usar “milhares de euros” do SE “em proveito próprio”, nomeadamente em despesas pessoais e através de levantamentos com cartão bancário.

Segundo uma reportagem da RTP, emitida em abril deste ano, o ex-presidente do SE ter-se á apropriado de cerca de 40 mil euros da estrutura sindical, através de levantamentos em numerário com o cartão bancário do sindicato e do pagamento de despesas pessoais.

A notícia das buscas foi avançada inicialmente pelo Jornal de Notícias ‘online’, dizendo que o antigo dirigente sindical é suspeito da prática do crime de abuso de confiança, por, alegadamente, ter gastado dinheiro da estrutura sindical em proveito próprio.

Em comunicado, "o Sindicato dos Enfermeiros (SE) confirma que a sua sede foi alvo de buscas por parte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), no âmbito de um processo que incide sobre a atuação da anterior Direção, então presidida pelo enfermeiro Pedro Costa".

"A atual Direção está totalmente disponível para colaborar com todas as diligências que as autoridades judiciais entendam necessárias, facultando toda a documentação que contribua para o apuramento da verdade dos factos. Caso se comprove que o SE foi lesado, a atual Direção pretende ser ressarcida pelos eventuais culpados. A Direção do SE lamenta esta situação, assegurando, contudo, aos seus associados, o normal funcionamento do Sindicato na defesa dos direitos dos enfermeiros e da Enfermagem", lê-se na nota.

A Lusa tentou contactar Pedro Costa, assim como o atual presidente do SE, mas, até ao momento, não foi possível.

O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto.

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