Grupo Impresa afirma que hackers não pediram resgate após ataque informático

Agência Lusa , RL
5 jan, 22:41
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Sites do Expresso, SIC, Blitz, e marcas como a Opto, ADVNCE ou Olhares, foram alvo de um ataque informático por Ransomware. Grupo reconhece que demorará algum tempo para que a normalidade de todas as operações seja reposta

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O Grupo Impresa avançou esta quarta-feira, em comunicado que não foi efetuado qualquer pedido de pagamento por parte dos hackers que, no domingo, lançaram um ataque informático de Ransomware contra os sites do grupo de comunicação social.

O grupo, que detém marcas como o Expresso, SIC, Blitz e a Opto, explicou que, "à data do presente comunicado, não foi efetuado qualquer pedido de pagamento (resgate)" e reconheceu que "demorará algum tempo para que a normalidade de todas as operações seja reposta", na sequência do ataque informático de que foi alvo no passado domingo e que afetou os 'sites'.

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A Impresa refere que os 'sites' do grupo, nos quais se incluem órgãos de comunicação social como o Expresso, a SIC e a Blitz, mas também marcas como a Opto, ADVNCE ou Olhares, "foram alvo de um ataque informático, que teve início no passado domingo, dia 02 de janeiro, tendo sido imediatamente desenvolvidas diversas acções para minimizar os seus efeitos".

Desde então, a Impresa "tem trabalhado com as autoridades competentes, nomeadamente com a Polícia Judiciária e com o Centro Nacional de Cibersegurança", como também "foram contratadas empresas especializadas para auxiliar os departamentos internos do grupo".

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O ataque "tem dificultado seriamente a missão dos nossos órgãos de comunicação social e, por estar a limitar a nossa capacidade de informar, resulta num grave atentado à liberdade de imprensa", acrescenta o grupo, salientando que "tem requerido de todos os profissionais" da empresa "um esforço extraordinário para tentar colmatar as dificuldades técnicas impostas".

Entretanto, a Impresa apresentou "uma denúncia/queixa-crime no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, contra incertos, pela prática de crimes de terrorismo, dano relativo a programas ou outros dados informáticos, sabotagem informática, acesso ilegítimo, acesso indevido, desvio de dados e destruição de dados".

O incidente "foi também notificado à Comissão Nacional de Proteção de Dados e foi hoje enviado um comunicado sobre o incidente” à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, acrescenta.

O objetivo da Impresa "é continuar a resolver a situação e repor rapidamente a normalidade da respetiva atividade".

Na terça-feira, no final do dia, o Expresso e a SIC Notícias conseguiram colocar no ar 'sites' provisórios, complementando as páginas das redes sociais do Expresso e da SIC no Facebook, Instagram e Linkedin, onde as notícias dos dois órgãos continuam a ser veiculadas.

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Já os restantes 'sites' do grupo "serão repostos de forma consistente e sucessiva".

Na próxima sexta-feira, 07 de janeiro, está garantida a publicação da edição semanal do Expresso, um número especial que assinala os 49 anos do jornal, refere.

"Apesar destes passos, o grupo Impresa reconhece que demorará algum tempo para que a normalidade de todas as operações seja reposta", salienta.

"O nosso objetivo, com este comunicado, é o de prestar informações que consideramos úteis não só para os nossos 'stakeholders' [partes envolvidas] como também para outras empresas ou entidades que pretendam evitar ataques semelhantes", sublinha o grupo.

A Impresa agradece a todos os seus trabalhadores, "que têm sido incansáveis neste período tão exigente da vida" do grupo, "bem como aos seus leitores, espetadores, utilizadores, anunciantes, parceiros e órgãos de comunicação social e grupos de media”, dos quais diz ter recebido apoio ao longo dos últimos dias.

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