Bielorrússia condena marido de opositora do regime a 18 anos de prisão

15 dez 2021, 08:56
Siarhei Tsikhanouski (AP)
Siarhei Tsikhanouski (AP)

Para além de Siarhei Tsikhanouski, cinco outros ativistas também foram condenados

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O ativista bielorrusso Siarhei Tsikhanouski foi condenado a 18 anos de prisão por organizar protestos e incitar ao ódio, noticia a agência Reuters.

Tsikhanouski é casado com Sviatlana Tsikhanouskaya, a líder da oposição contra Aleksandr Lukashenko, no poder desde 1994. A ativista de 39 anos reagiu à sentença do marido na rede social Twitter.

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“O meu marido, Siarhei Tsikhanouski, foi condenado a 18 anos de prisão. O ditador (Lukashenko) vinga-se publicamente nos seus opositores mais poderosos. Enquanto esconde prisioneiros políticos em julgamentos ocultos, ele espera continuar as repressões em silêncio. Todo o mundo vê. Não vamos parar”, escreveu Tsikhanouskaya na sua conta pessoal.

Tsikhanouski foi detido em maio de 2020 num protesto antigovernamental, depois de ter sido impedido de participar nas eleições. A sua detenção, contudo, gerou uma onda maior de manifestações contra o processo eleitoral, considerado fraudulento pela oposição.

Lukashenko, que negou as acusações, ainda não comentou publicamente a sentença decretada ao ativista.

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Para além do marido de Tskikhanouskaya, outros cinco ativistas foram condenados a sentenças que vão dos 14 aos 16 anos de cadeia.

O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, condenou as sentenças e pediu a libertação dos opositores do regime.

"Estas sentenças são mais uma prova do desrespeito do regime pelas obrigações internacionais, bem como pelos direitos humanos e liberdades fundamentais dos bielorrussos. O povo bielorrusso merece melhor”, declarou Blinken.

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