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Primeiro-ministro japonês planeia demitir-se após fiasco eleitoral

Agência Lusa , AM
23 jul 2025, 08:02
Shigeru Ishiba (AP)
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Relatos da imprensa japonesa indicam que os pedidos de demissão de Shigeru Ishiba se intensificaram no seio do PLD desde os resultados das eleições para a câmara alta

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, planeia anunciar a sua demissão do cargo em breve, na sequência do fiasco eleitoral de domingo. Após o anúncio, esta quarta-feira, de um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão, Ishiba informou os seus colaboradores próximos sobre a sua intenção de abandonar o cargo até ao final de agosto, segundo o jornal Mainichi.

O jornal Yomiuri, por sua vez, afirma que Ishiba anunciará a sua demissão até ao final de julho, sem especificar a data exata da sua saída.

Nas eleições para o senado de domingo, a coligação governamental liderada pelo Partido Liberal Democrático (PLD) conservador de direita de Ishiba sofreu uma derrota esmagadora, perdendo a maioria na câmara alta.

Os relatos da imprensa japonesa indicam que os pedidos de demissão de Shigeru Ishiba se intensificaram no seio do PLD desde os resultados das eleições para a câmara alta.

O primeiro-ministro, de 68 anos, terá, no entanto, esperado para anunciar a sua decisão até que um acordo comercial com Washington fosse alcançado, mesmo a tempo do prazo de 01 de agosto para a imposição de uma pesada tarifa americana.

Ishiba assumiu a liderança do partido em setembro, à quinta tentativa, mas a sua coligação perdeu a maioria na câmara baixa do parlamento em outubro, em eleições antecipadas, registando o pior resultado do PLD em 15 anos.

Desde então, a coligação governamental, composta pelo PLD e pelo seu pequeno aliado centrista Komeito, foi obrigada a negociar com os partidos da oposição para aprovar as leis.

O PLD de Ishiba e o parceiro de coligação, Komeito, que precisavam de conquistar 50 lugares, além dos 75 que já possuem para manter a maioria, conseguiram 47.

Faltaram três lugares para a maioria e houve um recuo de 19 lugares em relação ao que tinham antes das eleições.

A derrota é mais um golpe para a coligação de Ishiba, tornando-a minoritária em ambas as câmaras, após a derrota em outubro nas eleições para a câmara baixa, e agravando a instabilidade política do Japão.

Foi a primeira vez que a coligação liderada pelo PLD perdeu a maioria em ambas as câmaras do parlamento desde a formação do partido em 1955.

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