Shelly Kittleson tinha sido raptada no fim de março após várias ameaças
O grupo armado Kataib Hezbollah, fação pró-Irão que opera a partir do Iraque, anunciou que vai libertar a jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que tinha sido recentemente raptada no país.
De acordo com o grupo, um espelho do Hezbollah no Iraque, a profissional deve deixar o país imediatamente, depois de ter sido raptada no fim de março em Bagdade.
O site Al-Monitor, que cobre notícias no Médio Oriente, indica que Shelly Kittleson era uma jornalista freelancer sedeada em Roma e que costuma cobrir guerras na região, tendo já trabalhado para aquele meio.
Ainda antes do rapto, Shelly Kittleson tinha sido alertada para ameaças, incluindo de sequestro, o que se veio a confirmar a 31 de março.
“Um indivíduo com vínculos com o grupo militante alinhado com o Irão, Kataib Hezbollah, acreditado como envolvido no sequestro, foi detido pelas autoridades iraquianas”, disse o subsecretário de Estado norte-americano, Dylan Johnson, numa publicação na rede social X.
De acordo com uma fonte familiarizada com o alerta, o governo dos Estados Unidos avisou recentemente Kittleson sobre um plano do Kataib Hezbollah para sequestrá-la ou matá-la. O alerta ocorreu enquanto a profissional já estava a trabalhar a partir do Iraque.
A mulher vai agora ser libertada, uma semana depois do rapto, sendo obrigada a deixar o país de imediato.