Ministério das Finanças francês assinala "vitória fundamental para a proteção dos consumidores e da ordem pública"
O Ministério das Finanças francês autorizou a Shein a retomar as suas operações no país, depois de a plataforma de comércio eletrónico ter demonstrado que retirou todos os produtos ilícitos do site.
A Shein vai continuar, ainda assim, “sob vigilância apertada”, garantiu o ministério, em comunicado citado pelo Le Parisien, acrescentando que continuam em curso todas as investigações judiciais contra a plataforma.
“Esta é uma vitória fundamental para a proteção dos consumidores e da ordem pública”, sublinha-se no comunicado.
Na quarta-feira, o governo francês suspendeu temporariamente as operações da Shein no país, depois de a empresa ter sido denunciada por alegadamente vender bonecas sexuais com aparência infantil. A descoberta foi feita no final de outubro, quando as autoridades francesas identificaram na loja online da Shein anúncios que apresentavam bonecas sexuais com características infantis. A infração levou a Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão das Fraudes (DGCCRF) em França a notificar o Ministério Público, que decidiu abrir um inquérito.
Depois de anunciar a suspensão, o governo deu à plataforma até esta sexta-feira para retirar todos os produtos ilícitos do site, algo que aparentemente foi cumprido pela plataforma.
A polémica surge numa semana em que a marca abriu a sua primeira loja física, em Paris. Vários manifestantes reuniram-se à porta da loja, distribuindo panfletos vermelhos que denunciavam “suspeitas de trabalho forçado”, “poluição” e “superprodução”, incentivando ainda as pessoas a assinarem uma petição contra a presença da marca na capital francesa.
Fundada na China, a Shein tem sido acusada de violar normas laborais e ambientais, com o seu modelo de “moda ultrarrápida” a ser criticado por organizações sindicais, políticos e grandes marcas de vestuário. Com a medida anunciada por Lecornu, a Shein enfrenta agora a mais dura reação europeia até agora.