Ex-governante do Bangladesh considera o veredicto ilegítimo
Um tribunal do Bangladesh condenou, esta segunda-feira, à pena de morte a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, que foi considerada responsável por ordenar a repressão violenta de uma revolta estudantil no ano passado.
A decisão encerra meses de processo judicial bastante controverso, marcado por críticas internacionais.
Hasina rejeita todas as acusações e considera o veredicto ilegítimo, afirmando que a condenação foi proferida por “um tribunal manipulado, criado e presidido por um governo não eleito e sem mandato democrático”.
A ex-governante denuncia ainda “veredictos tendenciosos e politicamente motivados”, alegando que não teve “uma oportunidade justa de se defender em tribunal”.
"Os veredictos anunciados contra mim foram proferidos por um tribunal manipulado, criado e presidido por um governo não eleito e sem mandato democrático. São veredictos tendenciosos e politicamente motivados. Não me foi dada uma oportunidade justa de me defender em tribunal. Não tenho medo de enfrentar os meus acusadores num tribunal adequado onde as provas possam ser pesadas e testadas de forma justa", afirmou, citada pela Reuters.