Soldado britânico condenado à morte pede alteração da pena para prisão perpétua

Andreia Miranda , notícia atualizada às 10:35
30 jun, 09:07
Shaun Pinner (Associated Press)

Shaun Pinner admitiu que combateu ao lado das forças ucranianas e foi condenado a pena de morte por “terrorismo”

Shaun Pinner, o soldado britânico que foi condenado à morte por oficiais pró-russos na região de Donetsk, pediu que a sua pena seja alterada para prisão perpétua, avança a agência russa TASS.

De acordo com a mesma fonte, o pedido foi apresentado pela advogada do soldado ao tribunal da República Popular de Donetsk (DPR).

"Pedimos [ao Supremo Tribunal de Donetsk] que altere o veredicto do meu cliente e que aplique a prisão perpétua com medida excecional de punição", afirmou Yulia Tserkovnikova.

O tribunal já confirmou que recebeu o pedido, que deverá ser ouvido, no máximo, até dois meses após o envio do caso.

Tribunal Europeu tenta impedir pena de morte a dois britânicos

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos emitiu medidas provisórias para que a Rússia não concretize a pena de morte aplicada aos dois cidadãos britânicos, Shaun Pinner e Aiden Aslin.

"O Tribunal indicou em particular ao Governo da Federação Russa, sob a Regra 39 (medidas provisórias) do Regulamento do Tribunal, que tem de garantir que a pena de morte imposta aos requerentes não é executada", refere o tribunal em comunicado.

Os britânicos Shaun Pinner, de 48 anos,  Aiden Aslin, de 28, e o marroquino Saaudun Brahim foram considerados mercenários pelas forças pró-russas e julgados na região separatista de Donetsk por atos violentos e terroristas. Os três combatiam em Mariupol ao lado dos ucranianos e foram capturados em abril. Levados a julgamento em Donetsk, foram condenados à morte.

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