Itália acolheu "menina afegã" que foi capa da National Geographic nos anos 80

Ontem às 10:33
Sharbat Gula
Sharbat Gula

Sharbat Gula foi transportada para Roma num voo organizado pelo governo italiano, ao abrigo de um programa de acolhimento de afegãos

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Sharbat Gula, a afegã que ficou conhecida na capa da revista National Geographic em 1985, fotografada pelo norte-americano Steve McCurry no ano anterior, foi retirada do Afeganistão e irá fixar-se agora em Itália. 

Num comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, citado pelo Corriere della Sera, informa-se que Gula foi acolhida "num contexto mais amplo do programa de evacuação dos cidadãos afegãos e do plano do governo para o seu acolhimento e integração"

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A afegã terá pedido ajuda internacional para ser retirada do Afeganistão, agora sob domínio dos talibãs. A Itália, bem como outros países europeus, tem organizado voos para auxiliar centenas de afegãos a fugirem do país. Sharbat, que está agora perto dos 50 anos, foi acolhida em Roma, segundo a imprensa italiana.

Imortalizada pelos olhos verdes na capa da National Geographic, Gula tinha 12 anos quando foi fotografada e vivia então num campo de refugiados paquistanês, após a invasão soviética do Afeganistão. Em 2002, o fotógrafo Steve McCurry voltaria a encontrá-la, casada e mãe de filhos, numa região remota do Afeganistão, voltando a fotografá-la.

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Sharbat Gula voltou a ser protagonista de artigos na imprensa internacional quando, em 2014,  a viver no Paquistão, se escondeu das autoridades que a acusaram de ter na sua posse uma identificação falsa. Acabaria por ser detida em 2016 e deportada para Cabul, onde o presidente Ashraf Ghani a recebeu e lhe prometeu um apartamento onde poderia viver "com dignidade e segurança na sua terra natal". 

Desde que chegaram ao poder, no passado mês de agosto, os talibãs garantiram que iriam respeitar os direitos das mulheres em concordância com a lei islâmica. Porém, durante o último período em dominaram no Afeganistão, de 1996 a 2001, as mulheres foram proibidas de trabalhar e as raparigas excluídas das escolas, obrigadas a cobrir a face e a sair sempre de casa acompanhadas por um homem. 

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