Finanças autorizam aumento adicional de 1% dos salários no Setor Empresarial do Estado

Agência Lusa , FG
17 mai 2023, 10:49
Fernando Medina, ministro das Finanças (Lusa/ Rodrigo Antunes)

O despacho do Ministério das Finanças dirigido às empresas do Setor Empresarial do Estado foi assinado na sexta-feira

O Ministério das Finanças anunciou esta quarta-feira ter dado indicações às empresas do Setor Empresarial do Estado para processarem o aumento salarial adicional de 1% anunciado em março para a Administração Pública.

“O Governo deu orientações às empresas do Setor Empresarial do Estado para concretizarem uma política remuneratória que considere os aumentos intercalares de 1% para a Administração Pública, na sequência do aumento extraordinário dos trabalhadores em funções públicas anunciado em março”, avança o ministério de Fernando Medina em comunicado.

De acordo com a tutela, “em despacho dirigido às administrações das empresas do Setor Empresarial do Estado, o Ministério das Finanças concretiza que, em 2023, estas podem proceder a um aumento adicional da massa salarial global até mais 1%”.

“Continuando a assegurar uma política remuneratória na sequência do Acordo de Médio Prazo para a Melhoria dos Rendimentos, dos Salários e da Competitividade, este aumento intercalar adicional dos salários deve respeitar a contratação coletiva e, no quadro das opções de gestão que forem consideradas mais adequadas, visar assegurar uma efetiva valorização nominal do ganho por cada trabalhador”, refere.

Segundo salienta o executivo, “em conjunto com o que resulta daquele Acordo, esta subida intercalar dos salários permitirá, em 2023, um aumento anualizado da massa salarial global até 6,1%, que inclui todos os efeitos e componentes remuneratórias, face ao montante dos gastos com pessoal em 2022, corrigido do efeito do absentismo”.

O despacho do Ministério das Finanças dirigido às empresas do Setor Empresarial do Estado foi assinado na sexta-feira e estabelece ainda que "a concretização da orientação para a política salarial deve ser definida em cada empresa ou grupo de empresas através da contratação coletiva, quando esta exista”.

Isto, acrescenta, “sem prejuízo das situações em que os instrumentos de regulação coletiva de trabalho ou outras determinações legais já garantam o objetivo de valorização”.

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