Dormidas no alojamento mais do que triplicam para 5,4 milhões nos dois primeiros meses do ano

Agência Lusa , BCE
14 abr, 12:08

Ainda assim, os níveis atingidos em fevereiro deste ano continuaram abaixo dos registados em fevereiro de 2020, quando ainda não havia efeitos da pandemia, com reduções de 21,2% nos hóspedes e 23,1% nas dormidas

O setor do alojamento registou 2,2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas nos dois primeiros meses do ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a análise do INE, no acumulado de janeiro e fevereiro, considerando a generalidade dos meios de alojamento, que inclui os estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude, registaram-se 2,2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 307% e 282,3%, respetivamente.

Os dados do organismo de estatística revelam que as dormidas de residentes atingiram 2,2 milhões e aumentaram 154,1%, enquanto as dormidas de não residentes (peso de 60,3%) subiram 488,2% e atingiram 3,2 milhões.

Já comparando com fevereiro de 2020, as dormidas diminuíram 29,6% (-16,6% nos residentes e -36,5% nos não residentes).

No conjunto global de estabelecimentos, a estadia média (2,43 noites) registou uma redução de 6,1% (-13,1% nos residentes e -27,4% nos não residentes).

Diminuição de 30,4% quando comparado com o mesmo período antes da pandemia

Nos primeiros dois meses do ano, verificou-se um aumento de 322,4% das dormidas totais no setor do alojamento turístico (+168,3% nos residentes e +597,9% nos não residentes), mas comparando com o mesmo período de 2020, as dormidas diminuíram 30,4% (-15,4% nos residentes e -37,9% nos não residentes).

Segundo o INE, no período em análise, os proveitos neste setor registaram crescimentos de 408,5% no total e 393,2% relativos a aposento, mas os proveitos totais diminuíram 29,4% e os de aposento recuaram 28,6% face ao mesmo período de 2020.

Já os parques de campismo registaram 113,0 mil campistas (+192,3%) e 444,6 mil dormidas (+85,0%), nos primeiros dois meses de 2022 e face ao mesmo período de 2020, as dormidas diminuíram 18,7%, enquanto as colónias de férias e pousadas da juventude receberam 16,7 mil hóspedes (+652,1%), que proporcionaram 36,0 mil dormidas (+358,1%), mas, comparando com o mesmo período de 2020, as dormidas diminuíram 42,1%.

O organismo de estatística confirmou ainda os dados avançados na estimativa rápida, divulgada em 31 de março, que indicava que o setor do alojamento turístico registou 1,2 milhões de hóspedes e 2,9 milhões de dormidas em fevereiro de 2022, correspondendo a aumentos de 507,0% e 527,1%, respetivamente, superiores aos registados em janeiro passado (+182,3% e +185,0%, pela mesma ordem).

Ainda assim, os níveis atingidos em fevereiro deste ano continuaram abaixo dos registados em fevereiro de 2020, quando ainda não havia efeitos da pandemia, com reduções de 21,2% nos hóspedes e 23,1% nas dormidas.

Transporte aéreo mantém aceleração em fevereiro com 2,6 milhões de passageiros 

Os aeroportos nacionais movimentaram 2,6 milhões de passageiros em fevereiro, o que corresponde a um aumento de 877,9%, em termos homólogos, e uma aceleração face ao mês anterior, segundo dados do INE divulgados esta quinta-feira.

Segundo as estatísticas rápidas do transporte aéreo, “em fevereiro de 2022, nos aeroportos nacionais movimentaram-se 2,6 milhões de passageiros e 17.200 toneladas de carga e correio (+877,9% e +48,1%, respetivamente)”, mostrando uma aceleração face ao mês anterior, em que tinham sido registados crescimentos de 177,4% e 39,2%.

No entanto, comparando com fevereiro de 2020, o mês homólogo antes do início da pandemia, o movimento de passageiros diminuiu 30,5% e o de carga e correio decresceu 1,4%.

Em fevereiro, registou-se o desembarque médio diário de 47.800 passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais, um valor dez vezes superior ao registado no mês homólogo de 2021 (4.500), mas ainda distante do observado em fevereiro de 2020 (65.100).

No acumulado de janeiro e fevereiro, França manteve-se como o principal país de origem e de destino dos voos, com subidas de 330,2% no número de passageiros desembarcados e de 200,1% no número de passageiros embarcados, face ao período homólogo de 2021.

Na segunda posição ficou o Reino Unido, que no mesmo período de 2021 não se encontrava entre os cinco principais países, e Espanha assumiu a terceira posição.

Nos primeiros dois meses do ano, o aeroporto de Lisboa movimentou 55,4% do total de passageiros (2,6 milhões) e registou um crescimento de 383,4% face ao período homólogo de 2021 (-38,9% comparando com o mesmo período de 2020).

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