REVISTA DE IMPRENSA || A insatisfação é maior entre os mais jovens
Mais de metade dos médicos do Serviço Nacional de Saúde (52,6%) acumulam funções com instituições privadas, revela um estudo do PlanApp citado pelo jornal Público. Entre os enfermeiros, apenas 24,3% têm mais do que um emprego. Apesar do esforço, só 31% dos profissionais do SNS afirmam querer continuar no atual local de trabalho.
A insatisfação é maior entre os mais jovens, frequentemente sujeitos a burnout e a condições laborais instáveis. Os que trabalham em exclusivo para o SNS, com horários fixos e em cuidados de saúde primários, tendem a estar mais satisfeitos e a querer manter-se.
A remuneração surge como um dos fatores menos valorizados, com médicos a atribuírem uma média de 2,11 valores (numa escala de 1 a 5) e enfermeiros apenas 1,90. O estudo sublinha que é a conciliação com a vida pessoal, a estabilidade e o reconhecimento que mais influenciam a permanência dos profissionais.
Os dados alertam para uma urgência: reforçar condições no SNS para travar a fuga de profissionais e garantir a sustentabilidade dos cuidados públicos.