Parlamento alemão aprova lei polémica sobre o serviço militar

5 dez 2025, 11:05
Os recrutas da Bundeswehr participam num exercício de combate no quartel Westfalen-Kaserne das forças armadas alemãs em Ahlen, no oeste da Alemanha. Ina Fassbender/AFP/Getty Images

O projeto de lei estabelece metas ambiciosas de expansão para a Bundeswehr, prevendo 260.000 militares - um aumento em relação aos 183.000 atuais - e pelo menos 200.000 reservistas até 2035

O parlamento alemão aprovou esta sexta-feira uma nova lei sobre o serviço militar, que visa aumentar o número de efetivos da Bundeswehr e cumprir as metas da NATO.

A legislação, aprovada após meses de intenso debate, prevê a implementação de um serviço militar voluntário, que visa atrair jovens recrutas. Caso o alistamento seja insuficiente, os parlamentares podem ativar o recrutamento obrigatório com base na necessidade.

Este último ponto exigirá uma nova votação no Bundestag e poderá implicar a seleção aleatória caso haja mais candidatos elegíveis do que o necessário.

O Ministério da Defesa dará conta da evolução dos números de recrutamento ao parlamento a cada seis meses.

O projeto de lei estabelece metas ambiciosas de expansão para a Bundeswehr, prevendo 260.000 militares - um aumento em relação aos 183.000 atuais - e pelo menos 200.000 reservistas até 2035.

A partir de agora, todos os homens nascidos após 1 de janeiro de 2008 serão submetidos a avaliação médica, de forma gradual. Tanto homens como mulheres maiores de 18 anos vão receber pedidos para manifestarem a sua disposição em servir as forças armadas, embora apenas os homens estejam obrigados a responder.

O serviço militar obrigatório na Alemanha foi suspenso em 2011.

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