Rússia anuncia detenção de 106 membros de grupo neonazi com ligações à Ucrânia

Agência Lusa , DCT
13 dez 2021, 17:58
Vladimir Putin, presidente da Rússia
Vladimir Putin, presidente da Rússia

Segundo o Serviço Federal de Segurança russo, foram ainda apreendidas caçadeiras e armas brancas durante a detenção de outros “extremistas próximos do grupo MKU”

PUB

O Serviço Federal de Segurança russo (FSB) anunciou esta segunda-feira a detenção de 106 membros de um grupo neonazi, acusado de atuar sob ordens da Ucrânia, país vizinho e inimigo da Rússia e que desmentiu qualquer envolvimento.

O FSB, em conjunto com o Ministério do Interior russo, deteve “106 membros do grupo MKU (…) com o objetivo de impedir a organização de ataques terroristas e massacres”, declararam em comunicado os serviços de informações russos.

PUB

“Fundado pelo cidadão ucraniano Egor Krasnov, em 2000 (…) o grupo MKU atuava sob a égide dos serviços secretos ucranianos”, afirmou o FSB.

Entre as pessoas detidas em 37 regiões da Rússia, incluem-se designadamente três “gestores das redes sociais do grupo que apelavam a atos de violência” e outros membros suspeitos de “preparar ataques dirigidos a estabelecimentos de ensino”, segundo a mesma fonte.

Segundo o FSB, foram ainda apreendidas caçadeiras e armas brancas durante a detenção de outros “extremistas próximos do grupo MKU” na região de Penza (Volga) e na república russa de Komis (norte).

PUB
PUB
PUB

Outros membros do grupo MKU (Maníacos Culto Morte) tinham sido detidos em fevereiro passado pelo FSB.

Troca de acusações

Em declarações à agência noticiosa AFP, o Serviço Ucraniano de Segurança (SBU) considerou as acusações russas de “campanha mediática” destinada a desacreditar Kiev, no momento em que as relações entre os dois países atravessam uma séria crise.

A Ucrânia acusou a Rússia de concentrar tropas nas suas fronteiras, numa antecipação de uma eventual invasão militar.

Uma fonte das forças de segurança ucranianas confirmou que o grupo MKU, que entre os seus fundadores inclui o neonazi ucraniano Egor Krasnov, existe de facto, mas que “já não está ativo na Ucrânia”.

O grupo suspendeu as suas atividades após a detenção do seu chefe em janeiro de 2020 na Ucrânia, mas recentemente iniciou o recrutamento de novos membros através das redes sociais, indicou à AFP a mesma fonte, que solicitou anonimato.

Krasnov, 21 anos, está a ser investigado na Ucrânia por uma série de ataques armados e uma tentativa de homicídio com conotações racistas.

PUB
PUB
PUB

Relacionados

Uma newsletter para conversarmos - Decisão 22

Envie-nos as suas questões e sugestões de temas, responderemos pela caixa do correio

Saiba mais

Europa

Mais Europa

Patrocinados