Incêndios: Serra de Sintra e monumentos encerrados ao público até terça-feira

Agência Lusa , NM
19 ago, 17:47
Condutores de tuk tuk protestam em Sintra

Decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia Basílio Horta, em comunicado, onde lembra que esta é uma "região de proteção classificada sensível ao risco de incêndio florestal"

O perímetro florestal da serra de Sintra e os monumentos que ali existem voltam a estar encerrados entre sábado e terça-feira, devido ao elevado risco de incêndio, informou esta sexta-feira a Câmara Municipal.

“A serra de Sintra integra uma região de proteção classificada sensível ao risco de incêndio florestal, caracterizada por um elevado número de visitantes. Torna-se assim fundamental acautelar a sua proteção, manutenção e conservação considerados objetivos do interesse público, de âmbito mundial, nacional e municipal”, justifica a autarquia presidida por Basílio Horta (PS), em comunicado.

Assim, a partir das 00:00 de 20 de agosto (sábado) e até, pelo menos, as 23:59 de terça-feira será proibido o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais (pessoas e veículos), bem como nos caminhos florestais e caminhos rurais que integram o perímetro florestal da serra de Sintra.

“Excetuam-se desta proibição os veículos de moradores e de empresas aí sediadas, veículos de socorro, veículos de emergência e das entidades integrantes do Sistema Municipal de Proteção Civil”, ressalva a autarquia do distrito de Lisboa, indicando que a situação de interdição será analisada de 12 em 12 horas.

Na sequência da interdição do acesso ao perímetro florestal da serra de Sintra permanecerão também encerrados os monumentos que se localizam em zonas florestais, nomeadamente o Parque e Palácio Nacional da Pena, Castelo dos Mouros, Santuário da Peninha, Convento dos Capuchos, Chalet da Condessa D'Edla, Parque e Palácio de Monserrate, Quinta da Regaleira.

Estará também encerrada a Quinta da Ribafria, Parque da Liberdade, Matinha de Queluz, Parque Florestal da Piedade da Serra e Parque Florestal da Serra da Carregueira.

Palácio Nacional da Vila de Sintra e o Palácio Nacional de Queluz permanecem abertos

O Palácio Nacional da Vila de Sintra e o Palácio Nacional de Queluz permanecem abertos durante este período, sem qualquer alteração ao seu funcionamento habitual.

“Adicionalmente, a autarquia de Sintra informa que não é permitida a realização de trabalhos em espaço rural e na envolvente de áreas edificadas com recurso a motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, todos os equipamentos com escape sem dispositivo tapa-chamas, equipamentos de corte, como motosserras ou rebarbadoras, ou a operação de métodos mecânicos que, na sua ação com os elementos minerais ou artificiais, gerem faíscas ou calor”, informa ainda a autarquia.

Esta é a segunda vez este ano que a Câmara Municipal de Sintra decide encerrar o perímetro florestal e os monumentos que ali existem devido ao risco de incêndio.

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou esta sexta-feira que o território continental vai estar em situação de alerta entre os dias domingo e terça-feira, devido ao risco de incêndios.

“Tomámos a decisão de determinar a situação de alerta para os dias 21, 22 e 23 – domingo, segunda e terça-feira, com reavaliação na segunda-feira ao fim do dia, tendo em vista reavaliar a necessidade de manter ou alterar a situação de alerta. Toda esta circunstância se aplica ao território continental”, afirmou o governante, após uma reunião na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras).

Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro explicou também que a determinação da situação de alerta durante este período pressupõe “especiais limitações quanto ao uso do fogo, ao uso de máquinas e ao uso de trabalhos agrícolas, bem como no que diz respeito ao acesso aos espaços florestais”, sublinhando que a utilização do fogo é apontada como causa em 54% das ocorrências, aos quais se juntam outros 10% de causas diversas.

O ministro assinalou os “momentos absolutamente extraordinários” em termos de combate aos incêndios, com enfoque nas atuais circunstâncias meteorológicas e ambientais em Portugal.

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