Treinador português está a um jogo de fazer história no AC Milan e conseguir algo que o clube só fez por cinco vezes, a última há mais de 20 anos
Quem diria que um jogador que passou despercebido no Benfica e que o Real Madrid acabou a dispensar viria a aparecer quase do nada para ajudar Sérgio Conceição a elevar-se em Milão.
Foi o que aconteceu. Depois de empatar a um na primeira mão das meias-finais da Taça de Itália, o AC Milan do treinador português deu um autêntico banho tático a uma das melhores equipas da Europa.
O Inter, favorito à conquista da Serie A e claro candidato à vitória na Champions, foi completamente subjugado à mestria de Sérgio Conceição, que voltou a mostrar que, por pior que estejam as suas equipas, nos jogos grandes aparecem sempre.
Não contaria o Inter de Milão que Luka Jovic, outrora relegado para dar lugar a Tammy Abraham ou, mais recentemente, a Santiago Giménez, aparecesse para marcar dois golos em San Siro.
Duvidas houvesse, Tijjani Reijnders fez questão de as desfazer já perto do fim, marcando um impressionante 0-3 que não é, de todo, normal por estes dias.
Depois de conquistar a Supertaça, o AC Milan está agora a caminho de uma conquista que, por maior que seja a história do clube, é surpreendentemente curta.
É que o AC Milan tem apenas cinco Taças de Itália no currículo, a última das quais em 2002/03, época que Sérgio Conceição até começou no FC Porto de José Mourinho.
As outras, ao tempo que foram: 66/67, 71/72, 72/73, 76/77. Falamos, portanto, de um feito que pode ser conseguido apenas pela segunda vez em 50 anos.
Para que se perceba ainda melhor a dimensão do feito, desde 12 de abril de 2005, então para os quartos de final da Liga dos Campeões, que o AC Milan não tinha uma vitória tão estrondosa a jogar em casa do rival, que também é a sua, como se sabe.
