É um empate, claro, mas é uma exibição de capacidade perante o maior rival e, provavelmente, a melhor equipa de Itália
Discute como sempre, tem mau feitio como sempre e está sempre com um ar carrancudo, mesmo quando no relvado parece estar tudo a correr conforme se previa.
É assim Sérgio Conceição, e isso não é propriamente surpresa para ninguém. Mas também é um treinador capaz de colocar a pior equipa a lutar com tudo nos jogos mais difíceis, como era o desta terça-feira contra o rival Inter, ou como tantas vezes foi no FC Porto.
Só essa abnegação explica que, apesar de todas as polémicas, o Milan tenha sido totalmente capaz de competir e de, em muitas partes do jogo, estar mesmo por cima do rival, que não é só muito provavelmente uma das melhores equipas de Itália, como é uma das melhores do mundo.
Acabou tudo nivelado, com um empate na primeira mão das meias-finais da Taça de Itália, com Milan e Inter a marcarem novo encontro para 23 de abril, em San Siro, claro, mas nessa ocasião com os nerazurri como visitados.
Assim, e depois de Tammy Abraham ter colocado a equipa em vantagem num excelente lance, não deixa de ser uma pena para Sérgio Conceição que não haja uma vantagem também ao intervalo da eliminatória.
Sérgio Conceição, sim, e não Sergini, como o próprio brincou na antevisão, sugerindo que fosse o seu apelido italiano e o trabalho que está a fazer teria outra valorização.
Talvez nem se aplique ao campeonato, mas o que Sérgio Conceição faz nos jogos grandes é de outra dimensão - recorde-se que entrou com jogos contra Inter e Juventus, vencendo ambos e acabando a ganhar a Supertaça de Itália.
No campeonato ou na Taça de Itália, a história tem sido a mesma. Para chegar às meias-finais da prova a eliminar bateu a AS Roma por 3-1 num jogo bastante segura, enquanto que na Serie A tem sido sempre competitivo com os maiores.
