Democratas vencem no Arizona, ficam a um lugar de controlar Senado

Agência Lusa , MJC
12 nov, 09:13
Mark Kelly, democrata (AP)

Com a vitória de Mark Kelly, os democratas conseguem 49 assentos no Senado, o mesmo número que os republicanos, num total de 100 assentos em disputa

Mark Kelly conquistou a reeleição para o Senado pelo estado do Arizona, deixando o Partido Democrata a uma vitória de manter o controlo da câmara alta do parlamento norte-americano.

Segundo projeções da agência Associated Press, com 83% dos votos contados, Kelly conseguiu uma vantagem suficiente sobre o rival republicano, Blake Masters, dirigente de um fundo de capital de risco.

Mark Kelly, um antigo astronauta que foi ao espaço quatro vezes, concentrou-se durante a campanha no direito ao aborto, proteção da segurança social e redução do preço dos medicamentos.

Kelly é casado com a antiga congressista Gabby Giffords, que foi atingida por uma bala na cabeça durante uma tentativa de assassinato em 2011 que matou seis pessoas e feriu 13. O casal fundou mais uma tarde um ‘lobby’ a favor de restrições às armas de fogo.

Blake Masters, apoiado pelo investidor em tecnologia Peter Thiel, assumiu uma posição dura contra o aborto e promoveu uma teoria racista, popular entre os nacionalistas brancos, de que os democratas estão a tentar usar a imigração para substituir os brancos nos Estados Unidos.

Masters foi apoiado por Donald Trump, após ter alegado que o antigo presidente venceu as eleições de 2020. No entanto, durante um debate em outubro, Masters reconheceu não ter visto quaisquer provas de fraude nas presidenciais de 2020.

Com a vitória de Mark Kelly, os democratas conseguem 49 assentos no Senado, o mesmo número que os republicanos, num total de 100 assentos em disputa.

Basta aos democratas conquistar um dos dois lugares ainda por apurar, uma vez que, caso haja um empate a 50 lugares no Senado, a vice-Presidente Kamala Harris fica com o voto de desempate.

Já os republicanos precisam de vencer os dois lugares 'disponíveis', que estão a ser disputados no Nevada e Geórgia, apesar deste último ser responsável por arrastar o processo eleitoral até dezembro, quando o estado irá novamente a votos para nomear um senador para o Congresso, depois de nenhum dos candidatos ter atingido a marca de 50%.

Quanto à Câmara de Representantes, a câmara baixa do parlamento norte-americano, a democrata Susie Lee garantiu um terceiro mandato ao derrotar a republicana April Becker num distrito no sul do estado de Nevada.

Com 435 cadeiras em jogo e a contagem de votos ainda em andamento, as projeções da agência Associated Press colocam os republicanos à frente, concedendo-lhes 211 assentos e 201 aos democratas, sendo 218 necessários para formar uma maioria na Câmara de Representantes.

A contagem de votos levou vários dias, em parte por causa do sistema de votação por correio criado pelo parlamento estadual do Nevada em 2020, que exige que os condados aceitem votos enviados no dia da eleição (terça-feira), se chegarem até quatro dias depois.

Ao quarto dia de contagem de votos, os republicanos ainda lideram a corrida pela maioria na Câmara de Representantes, mas têm perdido 'velocidade' para os democratas.

À medida que a contagem de votos continua, particularmente em estados que aderiram massivamente ao voto por correspondência, os democratas têm vencido a maioria das disputas mais apertadas.

As eleições intercalares norte-americanas, realizadas na terça-feira, determinarão qual o partido que controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato do Presidente Joe Biden (democrata).

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