Mendes guardou Yamal, Costa e Neves soltaram a festa lusa
A FIGURA: Nuno Mendes, a locomotiva do sonho
Numa fase intermitente da Seleção Nacional, entre o mau e o promissor, Nuno Mendes emerge por várias vezes como sinal de esperança, numa geração por demais talentosa. Frente à Espanha, na final da Liga das Nações, o lateral perfumou o corredor esquerdo, silenciando Lamine Yamal.
Na noite deste domingo, Nuno Mendes estreou-se a marcar por Portugal e aplicou três alívios, duas interceções, três desarmes, além de vencer sete duelos em 12. Em simultâneo, concretizou 38 em 47 passes – um deles considerado “passe chave”.
Quanto a dribles, Nuno Mendes conseguiu quatro em cinco tentados. Os dados pertencem ao SofaScore – parceiro estatístico do Maisfutebol.
Em suma, uma noite inesquecível para o lateral. Mais uma, de novo em Munique. Portugal deve agradecer – e muito – a Nuno Mendes.
O MOMENTO: Diogo Costa agiganta-se
Depois de desviar o terceiro penálti da “Roja”, o guardião luso travou o remate de Morata, permitindo que Rúben Neves selasse a conquista da Liga das Nações.
Na sequência de uma exibição consistente, com quatro defesas e 28 passes concretizados – em 35 tentados – Diogo Costa agigantou-se no derradeiro desempate.
Portugal voltou a depositar fé no guarda-redes, que voltou a agigantar-se. É certeza em todos os momentos.
Outros destaques.
João Neves: porventura o mais injustiçado desta final, de novo forçado a jogar adaptado a lateral direito. Saiu ao intervalo, uma vez que era o mais visado pelos contra-ataques espanhóis, com Nico Williams em evidência. Todavia, este jovem médio merecia mais minutos na posição natural – ao lado de Vitinha – até porque continuou a revelar inteligência posicional e capacidade de recuperação em terreno recuado.
Nem tudo foi mau na exibição de João Neves, a exibição é por demais enganosa.
A conquista da Liga das Nações esconde a injustiça à qual foi exposto João Neves. E é imperdoável, independentemente do desfecho. Até porque há soluções para a lateral direita – como comprovou Nélson Semedo.
Vitinha: ajudou à recuperação do ânimo, a partir da segunda parte. Acertou quase todos os passes – 76 em 81 – e venceu cinco em seis duelos, além de aplicar três alívios.
Cristiano Ronaldo: marcou pela primeira vez numa final pela Seleção, com o quinto golo em dez duelos com Espanha. A exibição do avançado salva-se por esse momento.
Renato Veiga: trouxe segurança à defesa, quando Gonçalo Inácio estava esgotado e com queixas. Por isso, o defesa central ajudou a alavancar a melhor fase de Portugal na final.
Rafael Leão: por norma próximo de Nuno Mendes, acelerou e causou estragos pela esquerda. Ainda que sem golo ou assistência, ficou claro, de novo, por que motivo deve ser titular.
Rúben Neves: além de consumar a conquista portuguesa, foi símbolo de segurança na transição defensiva na etapa complementar.
Pedri, Zubimendi, Oyarzabal, Fabián Ruiz, Zubimendi e Nico Williams: referências e destaques de Espanha na construção e ataque, os melhores setores da “Roja”. Este lote foi responsável por uma assistência e dois golos.
Quanto à defesa, e apesar das inúmeras faltas, Marc Cucurella foi o mais inconformado.
