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Liga das Nações: Portugal-Espanha, 2-2, 5-3 após g.p. (destaques)

8 jun 2025, 23:34
Portugal-Espanha na final da Liga das Nações (AP Photo/Martin Meissner)
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Mendes guardou Yamal, Costa e Neves soltaram a festa lusa

A FIGURA: Nuno Mendes, a locomotiva do sonho

Numa fase intermitente da Seleção Nacional, entre o mau e o promissor, Nuno Mendes emerge por várias vezes como sinal de esperança, numa geração por demais talentosa. Frente à Espanha, na final da Liga das Nações, o lateral perfumou o corredor esquerdo, silenciando Lamine Yamal.

Na noite deste domingo, Nuno Mendes estreou-se a marcar por Portugal e aplicou três alívios, duas interceções, três desarmes, além de vencer sete duelos em 12. Em simultâneo, concretizou 38 em 47 passes – um deles considerado “passe chave”.

Quanto a dribles, Nuno Mendes conseguiu quatro em cinco tentados. Os dados pertencem ao SofaScore – parceiro estatístico do Maisfutebol.

Em suma, uma noite inesquecível para o lateral. Mais uma, de novo em Munique. Portugal deve agradecer – e muito – a Nuno Mendes.

O MOMENTO: Diogo Costa agiganta-se

Depois de desviar o terceiro penálti da “Roja”, o guardião luso travou o remate de Morata, permitindo que Rúben Neves selasse a conquista da Liga das Nações.

Na sequência de uma exibição consistente, com quatro defesas e 28 passes concretizados – em 35 tentados – Diogo Costa agigantou-se no derradeiro desempate.

Portugal voltou a depositar fé no guarda-redes, que voltou a agigantar-se. É certeza em todos os momentos.

Outros destaques.

João Neves: porventura o mais injustiçado desta final, de novo forçado a jogar adaptado a lateral direito. Saiu ao intervalo, uma vez que era o mais visado pelos contra-ataques espanhóis, com Nico Williams em evidência. Todavia, este jovem médio merecia mais minutos na posição natural – ao lado de Vitinha – até porque continuou a revelar inteligência posicional e capacidade de recuperação em terreno recuado.

Nem tudo foi mau na exibição de João Neves, a exibição é por demais enganosa.

A conquista da Liga das Nações esconde a injustiça à qual foi exposto João Neves. E é imperdoável, independentemente do desfecho. Até porque há soluções para a lateral direita – como comprovou Nélson Semedo.

Vitinha: ajudou à recuperação do ânimo, a partir da segunda parte. Acertou quase todos os passes – 76 em 81 – e venceu cinco em seis duelos, além de aplicar três alívios.

Cristiano Ronaldo: marcou pela primeira vez numa final pela Seleção, com o quinto golo em dez duelos com Espanha. A exibição do avançado salva-se por esse momento.

Renato Veiga: trouxe segurança à defesa, quando Gonçalo Inácio estava esgotado e com queixas. Por isso, o defesa central ajudou a alavancar a melhor fase de Portugal na final.

Rafael Leão: por norma próximo de Nuno Mendes, acelerou e causou estragos pela esquerda. Ainda que sem golo ou assistência, ficou claro, de novo, por que motivo deve ser titular.

Rúben Neves: além de consumar a conquista portuguesa, foi símbolo de segurança na transição defensiva na etapa complementar.

Pedri, Zubimendi, Oyarzabal, Fabián Ruiz, Zubimendi e Nico Williams: referências e destaques de Espanha na construção e ataque, os melhores setores da “Roja”. Este lote foi responsável por uma assistência e dois golos.

Quanto à defesa, e apesar das inúmeras faltas, Marc Cucurella foi o mais inconformado.

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