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Liga das Nações: Portugal-Espanha, 2-2, 5-3 após g.p. (crónica)

8 jun 2025, 22:45
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Na peugada de Nuno e pela mão de Diogo, até ao céu de Munique

Em Munique é famosa a lenda da “Pegada do Diabo”, referente à Catedral de Frauenkirche e ao um pacto entre o arquiteto com belzebu – Satanás, portanto. Ora, na arena do Bayern Munique, a pegada que atormenta Espanha é de Nuno Mendes, que naquele palco já havia conquistado a Champions, pelo PSG.

Este domingo, o lateral português voltou a brilhar na “remontada” que culminou na segunda Liga das Nações lusa (2-2, g.p. 5-3).

Horas antes, Roberto Martínez insistiu em João Neves como lateral direito, recuou Bernardo Silva para o meio e apostou em Vitinha e Francisco Conceição, em detrimento de Rúben Neves e Trincão.

Na “Roja”, Pedro Porro e Merino recolheram ao banco, sendo Mingueza e Fabián Ruiz apostas de início.

Recorde o desenrolar desta final.

Perante mais de 65 mil adeptos – milhares de portugueses ruidosos – a Seleção revelou-se confiante nos instantes iniciais, embalada na velocidade de Nuno Mendes, Pedro Neto e de Francisco Conceição. Todavia, foi sol de pouca dura.

A partir dos dez minutos, a Espanha empurrou Portugal para a respetiva área.

Entre ameaças de Pedri e Nico Williams, Zubimendi inaugurou o marcador. Estavam decorridos 21 minutos quando Yamal picou o esférico para a área, testando a organização lusa. Entre ressaltos, Diogo Costa nada pôde fazer.

Na resposta – em completa contracorrente – Nuno Mendes estreou-se a marcar por Portugal, confirmando nova noite de luxo. A passe de Pedro Neto, pela esquerda, o lateral acionou o turbo, entrou na área e disparou cruzado.

Nesta fase, a “Roja” controlava posse (65 por cento), remates (4-2) e ataques (7-12). E pouco mudou até ao intervalo. Apesar do empate no marcador, o meio-campo e o ataque luso eram meros vultos, com João Neves por demais exposto às investidas de Nico Williams.

Não por culpa própria – sublinhe-se – afinal, voltou a jogar adaptado, na sequência de uma época fantástica a par de Vitinha no PSG.

Antes da pausa, Mikel Oyarzabal devolveu a vantagem aos campeões europeus, aos 44 minutos. Enquanto a Seleção Nacional protestava uma falta sobre Bernardo Silva, os espanhóis delinearam nova investida veloz. Ligeiramente descaído para a direita, Oyarzabal atirou cruzado, sem hipóteses para Diogo Costa.

Em suma, os comandados de Luis de la Fuente espelharam no resultado o desenrolar da primeira parte.

Obrigado à reação, Roberto Martínez apostou em Nélson Semedo e Rúben Neves, em detrimento de João Neves e Francisco Conceição.

Depois de Bruno Fernandes marcar, em fora de jogo, Portugal voltou a recuar, para regozijo dos adversários. Até que Nuno Mendes abriu o livro de vez.

Aos 61 minutos – e depois de ganhar vários duelos a Yamal – o lateral voltou a dobrar o avançado, acelerando pela área e visando a área. Depois de um desvio, Cristiano Ronaldo foi oportuno ao segundo poste, atirando para o 2-2.

No único remate enquadrado, Cristiano fez o quarto golo em dez duelos com Espanha. A esse propósito, o melhor goleador luso continua a ser Fernando Peyroteo, com seis golos em cinco jogos.

Em simultâneo, foi a estreia de CR7 a marcar em finais pela Seleção, aos 40 anos. O que vale novo recorde: o internacional mais velho a marcar numa final de seleções.

 

Entre trocas, Rafael Leão reforçou a velocidade do ataque, Mendes continuou a espalhar perfume e Renato Veiga deu segurança atrás. Por sua vez, De la Fuente renovou o meio-campo, com Isco e Merino.

Em cima do minuto 90, quando o risco era mínimo, Cristiano Ronaldo caiu, com queixas musculares, o que obrigou à entrada de Gonçalo Ramos. Pouco depois, soou o apito para o prolongamento.

 

Foi o décimo empate nos últimos 15 duelos ibéricos, ao cabo de 90 minutos.

O desempate cruel desatou o nó

Portugal seguiu na mó de cima no prolongamento, com Nuno Mendes e Rafael Leão a irromperem pela área, mas sem tenacidade para consumar a reviravolta. Esta fase ficou marcada por inúmeros duelos, muitos à margem das regras.

Nos penáltis, Diogo Costa travou o quarto penálti de Espanha, cobrado por Morata. Por isso, Rúben Neves cobrou o quinto penálti e selou o desempate em 5-3.

Depois de Paris (2016) e do Porto (2019), Portugal volta a celebrar. Assim se desenrolou a segunda conquista da Liga das Nações, algo inédito.

Ademais, terminou a série de 27 meses (!) sem perder para a “Roja”, com Portugal a conseguir – depois do Euro 2004 – vencer Espanha na fase final de uma prova.

A Seleção Nacional regressa à ação a 6 de setembro, quando visitar a Arménia, no arranque da qualificação para o Mundial 2026.

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