Selecionador admite que está mais difícil fazer opções e aponta vários nomes que podem vir a ser chamados nas próximas convocatórias
Roberto Martínez fala num novo ciclo na Seleção Nacional, como muitos jogadores a baterem à porta e a multiplicaram as opções do treinador que tem de escolher apenas 23 ou 26 jogadores a cada convocatória. É o caso de Daniel Bragança que Ruben Amorim já colocou o «carimbo» de seleção, mas há mais.
Um novo ciclo, com o Mundial 2030 em perspetiva, mas ainda com a Liga das Nações pelo meio, que o selecionador qualifica como «mais difícil», uma vez que tem mais opções do que nunca para várias posições.
«Acho que é mais difícil agora a escolha de 23 ou 26 jogadores porque temos mais jogadores que temos para acompanhar. Gedson Fernandes, Florentino, Daniel Bragança, Händel, Eduardo Quaresma, Francisco Moura. Há um grupo de jogadores que está a bater na porta da seleção e trazem uma energia e um entusiamo diferente. A Liga das Nações é uma competição diferente, não é um percurso para o Mundial. Acho que agora temos um grupo ainda maior, para criar um grupo final», destacou.
Um dos nomes apontados pelo selecionador é Daniel Bragança. Roberto Martínez esteve no Estoril, no último jogo do Sporting na Liga, e o médio marcou um golo e, depois, voltou a marcar também na Liga dos Campeões, em Eindhoven.
«Vejo muitos jogos. O Daniel tem uma história nas seleções da formação. Foi importante nos sub-21, teve experiência nos sub-19 e depois passou pela lesão. Agora mostra que está totalmente recuperado. É inteligente, tem muita qualidade e estamos a acompanhá-lo. Faz parte do grupo que falava há pouco, dos que estão a bater à porta da Seleção. Tem qualidades muito interessantes, mas os jogadores que cá estão agora são jogadores de nível incrível. Precisamos de quem está a crescer, e depois a porta da Seleção está sempre aberta», comentou.
Outro jogador que ficou de fora, foi o avançado Paulinho que, depois de deixar o Sporting, não para de marcar golos na liga mexicana. «Acho que para um estágio de dois jogos, na Liga das Nações, dois pontas-de-lança para nós é suficiente. O Diogo Jota e o Cristiano Ronaldo estão na convocatória. Quando os portugueses estão a fazer um papel importante lá fora, nós acompanhamos sempre. O Fábio Silva também está a crescer, está a ter um papel importante. As portas da Seleção estão abertas, mas não precisamos de mais do que dois ponta-de-lança», referiu.
Por falar em pontas de lança, Beto, avançado do Everton, que chegou a andar na esfera da Seleção Nacional, anunciou agora que optou por representar a seleção da Guiné-Bissau. «O Beto acompanhámos no período da Udinese, fez parte da nossa pré-lista, é um jogador que acompanhamos, mas aceitamos a sua decisão. Respeitamos as opções dos jogadores. Os jogadores precisam, em primeiro lugar, de querer jogar pela Seleção. Quando tomam uma decisão, respeitamos», destacou ainda.