Roberto Martínez, Selecionador Nacional, avaliou as hipóteses de Portugal no Mundial 2026
Roberto Martínez, Selecionador Nacional, voltou a comentar as hipóteses de Portugal para o Mundial 2026. O técnico espanhol referçou que a seleção das quinas não é favorita a vencer a competição.
«Favorito, não. Candidato, sim. Porque, na Europa, só há quatro seleções que estiveram em todas as competições importantes desde o ano 2000: Alemanha, Espanha, França e Portugal. Então, estamos no patamar certo para aceitar a responsabilidade, a exigência, a expectativa dos adeptos. Isso é ser candidato. Favorito? Favorito, não. Acho que, para ser favorita, a seleção precisa já ter sido campeã Mundial, porque há um aspeto psicológico nisso», começou por referir em entrevista à ESPN Brasil.
O espanhol de 52 anos considerou como favoritas as seleções como Argentina, Brasil, Alemanha, Espanha e França. No que toca às opiniões sobre Portugal não convencer em campo, o técnico assumiu que não partilha dessa opinião.
«Tenho respeito por todas as opiniões, mas acho que este Portugal convence. Acredito que todas as críticas e todas as opiniões são saudáveis. Porque são opiniões da paixão que as pessoas têm pela seleção», atirou.
Foi também debatido o papel de Cristiano Ronaldo na seleção. Relativamente ao debate sobre a utilidade ou não do capitão, Martínez não tem dúvidas: Portugal joga melhor com Cristiano.
«Estamos a falar do jogador mais experiente do mundo. Então, para nós, precisamos utilizar isso. Só pode ser positivo um jogador novo chegar ao balneário e poder aprender com o jogador mais experiente que existe», começou por referir.
«Depois, há o aspeto dos movimentos dentro da área. É um jogador muito inteligente, abre espaços, rompe a linha defensiva e abre espaços para outros jogadores», acrescentou.
Sobre a possibilidade de colocar Ronaldo no banco, algo que aconteceu no último Mundial, o selecionador não respondeu diretamente. Reforçou, antes, a ideia de que tomar decisões complicadas faz parte do papel da equipa técnica.
«Faz parte do meu trabalho. O mais importante é que a seleção ganhe, que a seleção esteja mais forte que o adversário. Isso é minha responsabilidade e também da equipa técnica. Tomar decisões difíceis faz parte do nosso trabalho», afirmou.
Martínez abordou também a «tragédia» do falecimento de Diogo Jota e o irmão André Silva. O treinador garantiu que essa perda se transformou num estímulo de força dentro do balneário luso.
«O Diogo Jota é um estímulo, uma força, um aspeto de união e de foco dentro do balneário. Queremos fazer o que o Diogo Jota acreditava, que era: ‘Podemos atingir tudo aquilo por que lutamos’. E é uma força que faz parte daquilo que construímos. A equipa que nós construímos é com o Diogo Jota e vai continuar a ser», concluiu.