Jesus: «Os jogadores têm de ter estatutos diferentes, mas regras iguais»

20 jul, 22:58
Apresentação de Jorge Jesus como selecionador nacional na Cidade do Futebol (FOTO: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
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Selecionador de Portugal revela que a sua primeira convocatória deverá ter «dois ou três novos» nomes

O selecionador de Portugal, Jorge Jesus, assumiu, em entrevista transmitida pelo Canal 11 esta segunda-feira, que os jogadores «têm de ter todos regras iguais, mas têm de ter estatutos diferentes» e os restantes colegas «têm de saber que há jogadores que são diferentes pelo seu passado». Falou ainda dos objetivos pedidos, do carácter da Seleção e de que a sua primeira convocatória deverá ter novidades, olhando também ao «momento» dos atletas.

Que objetivo lhe foi pedido:

«O grande foco é o Mundial 2030 em Portugal, também é o meu foco. Tenho um grande orgulho em treinar a seleção do meu país, mas também havia no horizonte o facto de, em 2030, o Mundial ser em Portugal. E sonhar com essa possibilidade. Temos todas as condições. Nas equipas onde trabalho, normalmente não tenho outra saída. Flamengo, Benfica, mesmo no Sporting. E a Seleção exige o mesmo, que a ideia seja essa, sair vencedor. Depois se sais ou não sais, isso já é o jogo.»

Que carácter deve ter a Seleção:

«Um carácter vencedor. É os jogadores partilharem isso uns com os outros e apresentarem-se competitivos. Para seres melhor do que os outros, não basta só ter jogadores tecnicamente evoluídos ou o treinador ser bom taticamente. Tens de ter carácter para que ela possa ser competitiva. E isso só se consegue quando a equipa tem carácter, está unida e não coloca à frente dos interesses coletivos os interesses individuais.»

O que se pode esperar das convocatórias, algo mais fixo ou olhando mais ao momento dos jogadores?

«Ao momento, sim. A próxima vai ser em setembro. O facto de termos ficado nos oitavos de final... “Ah, o novo selecionador vai chegar e mudar estes jogadores”. Não. Não sou burro. Ainda por cima não há tanto tempo assim para mudar vários jogadores. E não há um leque tão grande de jogadores neste momento. Ao longo dos quatro anos vão aparecer jogadores novos, não tenho dúvida, mas de um mês para o outro, não vai fugir muito dos que foram convocados. Dois ou três novos, algo assim do género. Mas não vai fugir muito disso.»

Se os jogadores devem ter todos o mesmo estatuto na Seleção:

«Não só na seleção, como também os clubes. Os jogadores têm de ter estatutos diferentes. Têm de ter todos regras iguais, mas têm de ter estatutos diferentes e os jogadores têm de saber que há jogadores que são diferentes pelo seu passado, pela sua importância. Agora, as regras são iguais para todos.»

Se há margem para jogadores que não estejam a 100 por cento:

«Isso é subjetivo. Se não estiverem a 100 por cento, não os posso convocar. Só os convoco e meto a jogar se estiverem a 100 por cento (…). Numa seleção, neste caso Portugal, onde a qualidade é muito nivelada, tem a ver com o momento e com a forma do jogador.» 

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