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«Esta geração não pode passar ao lado de um Mundial», diz Oliveira

15 ago 2000, 00:13
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Seleccionador acha que apuramento não será empreitada fácil António Oliveira ficou muito tempo a conversar com os jornalistas. Está confiante, neste arranque da caminhada para o Mundial 2002, mas também consciente das dificuldades. A caminha será difícil...

António Oliveira tem o dom de traçar respostas que possibilitam acrescentar novas perguntas. O diálogo com o novo seleccionador nacional era para ter breves minutos, mas estendeu-se em torno do presente e do futuro, sempre à volta da selecção nacional portuguesa. O jogo com a Lituânia acabou por passar ao lado de uma conversa em que o principal tópico foi o Mundial-2002. 

No discurso de António Oliveira, a palavra sacrifício encaixa nas dificuldades que Portugal irá ter pela frente no Grupo 2, da fase de qualificação, constituído por selecções com provas dadas: Holanda e República da Irlanda, estando o Chipre à espreita como uma possível surpresa. Por isso, todas as cautelas são poucas... 

«O meu estado de espírito é normal. Temos consciência que não é uma empreitada fácil, porque nos próximos quatro anos nem tudo vai andar sobre rodas. Vamos ter muitos espinhos pela frente, que só serão ultrapassados com inteligência», referiu o novo seleccionador nacional, quando entrou no Hotel Montebelo, em Viseu. 

De regresso à selecção, depois de ter levado Portugal aos quartos-de-final no Euro-96, o ex-treinador do F.C. Porto deixou uma ideia bem clara: o Mundial-2002 é uma possibilidade de ouro para esta geração prodigiosa do futebol nacional. Uma oportunidade para marcar presença na prova mais importante do desporto-rei ao nível de selecções, o que já não acontece desde 1986. 

«Este selecção fez um bom campeonato da Europa, por isso as nossas responsabilidades são maiores. Mas o terceiro lugar não nos dá nenhum estatuto especial, só nos obriga a trabalhar mais. Só temos de ser humildes, porque esta geração tem muito sucesso, mas não pode passar ao lado de um campeonato do Mundo. É importante os jogadores dizerem: tive uma carreira brilhante e disputei um Mundial», destacou António Oliveira.

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