Fernando Santos esteve em Chaves a apadrinhar a Clericus Cup

26 jun, 23:16
Fernando Santos esteve em Chaves a apadrinhar a Clericus Cup

Selecionador assistiu a jogo de apresentação e depois participou numa palestra em que falou da sua experiência pessoal, tanto na igreja como no futebol

O selecionador nacional Fernando Santos esteve este domingo em Chaves a apadrinhar a Clericus Cup, competição internacional com equipas de padres que vai decorrer, de 4 a 6 de julho, na cidade flaviense. O treinador, assumido católico praticante, assistiu a um jogo de apresentação e, no final, participou numa palestra no Auditório do Centro Cultural da cidade.

Fernando Santos esteve primeiro na bancada a assistir ao jogo entre os padres da Diocese de Vila Real frente à Seleção Nacional do Clero, que acabou com uma goleada da equipa vila-realense por 6-0 e, depois, na palestra final, denominada, «A bola passa o amor», falou da sua experiência como selecionador.

O selecionador explicou que «é mais fácil» treinar um clube do que uma seleção, uma vez que não tem tempo para treinar os jogadores e que a melhor maneira de os preparar é «com muita conversa». «Agora está toda a gente a começar a treinar, o que é que eu vou fazer? Não tenho jogadores. Vou planear. Há muita coisas para fazer. O meu papel é mais de gestor. Compete-me criar um espírito de família, para que todo se sintam bem», começou por contar a uma plateia de padres.

Numa conversa informal, o treinador também respondeu às habituais criticas que lhe são feitas. «Nunca tive empresário na vida, não tenho agora, nem nuca vou ter. Dizem que jogo com os jogadores do Jorge Mendes, mas não tenho a culpa que os melhores sejam dele. Também diziam que não tirava o Ronaldo e agora que não o levei à Suíça, dizem que sou estúpido por não o levar. Na igreja também é assim. As pessoas vão lá, depois acontece alguma coisa errada, e dizem que a culpa é da igreja», atirou.

Uma conversa animada, que foi alternado entre o futebol e a religião, com o selecionador a dar exemplos do seu modo de encarar a vida, tanto com a bola, como na igreja. «Agora não batam palmas, rezem por mim que eu vou rezar por vocês», atirou a fechar.

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