Martínez: «Valorizo mais manter a baliza a zeros do que os seis golos»

26 mar, 22:47

Selecionador em conferência de imprensa depois da goleada no Luxemburgo (6-0)

Roberto Martínez, selecionador de Portugal, em conferência de imprensa, depois da goleada de Portugal no Luxemburgo (6-0), no segundo jogo do Grupo J da fase de qualificação para o Euro2024:

[Sobre as alterações que fez de um jogo para o outro]

- Muito satisfeito pelo jogo, valorizo mais manter a baliza a zeros do que os seis golos, o penálti desperdiçado e o grande jogo de ataque que tivemos. O importante é que este jogo não era fácil. Foi importante, nestes dois jogos, termos darmos um bocadinho de consistência, não mudar por mudar. Tínhamos muitas opções no balneário, mas optámos por mudar as posições de mais desgaste físico, de maior exigência física.

- Foi importante para mim ver o Gonçalo Inácio [frente ao Liechtenstein] em grande nível no primeiro jogo, mas acho importante que um jogador jovem, com apenas três dias de recuperação, tenha um descanso. Também foi importante para mim ver o António Silva a jogar numa posição muito importante, a defender os contra-ataques do Luxemburgo. Com a experiência do Danilo e do Rúben [Dias], acho que a equipa foi muito, muito forte defensivamente. Estes foram os motivos das alterações.

[Cristiano Ronaldo titular, Gonçalo Ramos no banco]

- É muito importante que sejamos Portugal, ganhar jogos para a qualificação é o mais importante, mas valorizo os que estão em campo. Só os que estão no jogo podem demonstrar o que podem fazer pela equipa. O Cristiano tem uma experiência internacional incrível, provavelmente única. É o único jogador com 198 internacionalizações e essa experiência é muito importante no balneário. O Gonçalo Ramos pode jogar com o Cristiano no relvado. Não estamos numa situação de observar jogadores, temos de olhar para o nível da equipa. A equipa esteve muito concentrada, foi muito exigente na intenção de parar este Luxemburgo a jogar em casa. Eu valorizo isso, os jogadores que são titulares dependem de muitas coisas. Se Portugal quiser ser campeão, têm de ser os jogadores a dar o nível que a equipa precisa. Agora se joga um ou outro, tenho 35 jogadores de alto nível e todos podem jogar. Se vamos falar nos que não jogam, entramos numa dinâmica errada.

- Para ser honesto, não gostei de 25 minutos da primeira parte contra o Liechtenstein. Gostei dos primeiros vinte minutos, mas não dos 25 minutos seguintes. A atitude, o compromisso, o nível e a intensidade no treino na Cidade do Futebol foi espetacular. Melhor do que esperava. Mas depois quando jogas contra equipas como o Liechtenstein e Luxemburgo, temos de ser flexíveis. Na segunda parte, o Luxemburgo mudou taticamente, tivemos de nos ajustar, defendemos de uma forma diferente, com uma linha de quatro. Gosto da flexibilidade tática da equipa. Isto são pormenores muito importantes, mas só trabalhámos uma semana. O objetivo eram seis pontos, estou muito, muito satisfeito, mas é um caminho logo. É apenas um ponto de partida, mas é um ponto de partida positivo.

[Próximos jogos são só a 17 e 20 de junho]

- É uma parte do meu trabalho, estou acostumado. A minha experiência nos últimos sete anos como selecionador da Bélgica foi essa. Agora devo trabalhar da mesma maneira, mas sem os jogadores. É importante trabalhar nestas nove semanas. Vamos defrontar a Bósnia e depois a Islândia. O meu trabalho não pára, mas claro que é muito diferente ter os jogadores ou não ter.

[Dinâmica entre Bernardo Silva e Bruno Fernandes]

- Quando estive a ver o perfil do Bruno Fernandes e do Bernardo Silva, constatei que temos a sorte de ter dois jogadores que entendem o jogo, que gostam de usar o espaço. São dois jogadores que sabem onde está o adversário e como tirar proveito da técnica. É por isso que os dois dependem da posição de um do outro. Jogamos na relação entre os dois na procura de espaços e na forma como o utilizamos. Eles fizeram isso muito, muito bem.

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