«Ronaldo? Uma coisa é o debate popular, outra a competitividade no balneário»

Ricardo Jorge Castro , Estádio do Dragão, Porto
16 nov, 18:29

Portugal-Arménia, 9-1 (reportagem) | A resposta de Martínez sobre se o que foi feito no Dragão é uma prova de que há alternativas a Ronaldo e outros habituais titulares, para que joguem mais tempo e mais vezes

Declarações do selecionador de Portugal, Roberto Martínez, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, após a goleada por 9-1 à Arménia, no jogo que garantiu o apuramento para o Mundial 2026. O selecionador respondeu, questionado pelo Maisfutebol, sobre se o que foi feito ante a Arménia pelos jogadores é uma prova de que os que não são tão utilizados podem ter mais minutos e mais jogos, mesmo que não seja na condição de titular

É verdade que foi com um adversário mais frágil e, há dois anos já tinha acontecido um 9-0 ao Luxemburgo curiosamente sem Ronaldo. Mas independentemente disso, quanto é que este jogo lhe prova que há alternativas que podem, não substituir Ronaldo e outros jogadores diretamente no onze inicial, mas pelo menos jogar mais tempo e mais vezes:

«Quando falamos de jogadores individualmente, da Seleção, não é só para o Ronaldo. É para todos os jogadores. Temos mais de dez jogadores de campo, é um grupo de 20/25 jogadores de campo e todos trazem qualquer coisa diferente e podem ser importantes. O Cristiano… é sempre uma opinião pública. Quando marca golos, a pergunta é: “Que vamos fazer quando não o temos?” E que há uma dependência… E, quando não joga e ganhamos, é: “Quem precisa do Ronaldo?”. Uma coisa é o debate popular, outra é a competitividade no balneário. Era importante, hoje, ter responsabilidade e liderança dentro do grupo. A entrada do Bruno Fernandes foi importante, o papel do Rúben Dias e do Bernardo Silva foram muito importantes e é isso. Há um grupo de jogadores num momento muito bom na carreira. E relembrar que marcámos nove e tivemos mais oportunidades. Temos o melhor lateral-esquerdo do mundo que não jogou, o Nuno Mendes. Tivemos o Pedro Neto, que jogou sempre desde o primeiro jogo com a Croácia na Liga das Nações. Falamos de uma equipa com muitas opções e é importante que a equipa ganhe quando há jogadores importantes que não estão connosco.»

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