Baixo para guarda-redes, gigante na meia-final. Romário Cunha defendeu três penáltis e Portugal está na final do Euro sub-17

CNN Portugal , MMC
30 mai 2025, 23:29
Seleção sub-17 (Hernâni Pereira/FPF)

O trajeto e as semelhanças entre Romário Cunha e Diogo Costa

Depois de bater a Itália, a seleção portuguesa está na final do europeu de sub-17. Quase um ano depois de Diogo Costa ter dito “não” por três vezes, na Alemanha, à seleção eslovaca, da marca do castigo máximo, Romário Cunha, com 1,79 m de heroísmo, parou três das seis grandes penalidades batidas pela campeã em título. Desta vez, o feito foi alcançado na capital albanesa, Tirana, no Air Albania Stadium. 

Logo na primeira parte do encontro, o italiano Samuele Inacio observou, em primeira mão, aquilo que Romário Cunha tinha preparado para mais tarde, depois de ter cobrado uma grande penalidade que parou nas mãos do guardião da formação do Sp. Braga, ainda que, na recarga, o avançado do Borussia Dortmund - melhor marcador da competição, até ao momento, com cinco golos em quatro jogos - tenha colocado a squadra azzurra na frente do marcador. O encontro acabaria por terminar empatado a duas bolas no tempo regulamentar e Romário Cunha teve então nova oportunidade de mostrar que aquele momento no início do jogo não tinha sido um acaso. E não foi: defendeu três grandes penalidades e colocou Portugal na quarta final de um Europeu de sub-17.

Foi na vila de Ribeira de Pena, no Alto Tâmega, que Romário Cunha deu os primeiros passos na baliza do Grupo Desportivo local, antes de rumar, em 2018, ao Sport Vila Real e Benfica. A experiência de dois anos em Vila Real antecedeu o Palmeiras FC (de Braga), que Romário Cunha representou por uma época, antes de chegar à pedreira. 

O guardião faz parte, neste momento, da equipa de sub-19 do Sp. Braga, apesar de ter apenas 17 anos. Com 27 jogos disputados, dos quais sete Romário Cunha manteve a baliza a zeros, já partilhou balneário com Francisco Chissumba e Afonso Patrão - nomes que vão ganhando força na equipa principal do Sp Braga. Se olharmos para a fase final deste Euro sub-17, o guarda-redes do Sp. Braga é totalista, tendo mantido a baliza a zeros em dois dos quatro encontros até agora jogados. 

O momento de Romário Cunha fez alguns adeptos da seleção nacional viajarem no tempo. Mais precisamente para o Deutsche Bank Park, em Frankfurt, na Alemanha, numa partida a contar para os oitavos-de-final do Euro 2024, quando Diogo Costa defendeu três grandes penalidades e tornou-se o herói da equipa das quinas. 

Os dois momentos são, com as devidas diferenças, similares. Mas será o trajeto de Romário Cunha, de alguma forma, parecido ao do guarda-redes dos dragões? No que diz respeito ao trajeto de formação - algo que Romário ainda não completou - Diogo Costa tem, também, um passado numa equipa ligada ao Benfica, neste caso, a Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso. Mas desde a época 2011/2012 até aos dias de hoje, Diogo Costa teve uma carreira exclusivamente bicromática, ou seja, azul e branca. No período de formação cruzou-se com jogadores como João Félix, Diogo Dalot e Vitinha. 

No que diz respeito à seleção nacional, o que Romário Cunha está a viver agora o que também Diogo Costa já viveu. Uma das quatro finais que Portugal alcançou em europeus de sub-17 tinha Diogo Costa como guarda-redes principal. No ano de 2016, não foi só a seleção A masculina que venceu um Europeu. Cerca de um mês e meio antes, o atual dono da baliza da equipa principal das quinas venceu o Euro de sub-17 no Azerbaijão. 

No capítulo dos escalões jovens da seleção nacional, Diogo Costa acabou por amealhar mais um troféu para o seu palmarés: o Euro sub-19 de 2018, apesar de ter falhado a final por lesão.

As semelhanças no trajeto de Romário Cunha e Diogo Costa são, para já, algumas. No palmarés, podem passar a ser a conquista de um Euro sub-17. Para tal, é preciso esperar pela final de domingo, frente à Alemanha, no Air Albania Stadium, em Tirana, às 19:30 (de Lisboa).

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