É para ficar preocupado, Roberto? (E já agora: Rafael, tem calma)

6 jun, 21:28
Portugal-Chile (FOTO: FILIPE AMORIM/LUSA)
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CRÓNICA Vitória por 2-1 frente ao Chile e um ensaio concluído com relativo sucesso. Ainda assim, Portugal não fez uma exibição brilhante e é impossível aferir se vai ter um comportamento à altura do desafio que espera a seleção do outro lado do Atlântico

Enquanto quase todas as equipas estão no continente americano para disputar o Mundial, Portugal ainda prepara a competição na Cidade do Futebol e vai partir para os EUA já com a competição a decorrer. Alguns podem pensar que é um erro ir tão tarde, Roberto Martínez defende-se e diz que o trabalho de adaptação às condições do local já foi feito em março.

A partida deste sábado contra o Chile foi o penúltimo ensaio antes da estreia frente à República Democrática do Congo, no dia 17, e, tal como habitualmente em todos os jogos antes das grandes competições, não houve grande entusiasmo da parte de ninguém. É pouco provável que Roberto Martínez venha a mudar de ideias relativamente ao 11 base que tem delineado para atacar a prova.

Sem os quatro bicampeões europeus e Matheus Nunes, Portugal até começou bem a partida, com duas excelentes oportunidades para marcar; a primeira, um cabeceamento de Rúben Dias após cruzamento de Cancelo, para grande defesa do guardião chileno, Lawrence Vigouroux, e a segunda por Rafael Leão, que rematou ao poste após ser isolado por Cristiano Ronaldo com um belo passe de calcanhar.

O mesmo Leão veio a ser um dos protagonistas do momento da noite. Não foi um golo do outro mundo, uma finta nunca feita ou uma assistência primorosa, mas sim uma escaramuça que até nem começou por envolver o jogador do AC Milan. Leão e Ivan Román trocaram alguns empurrões e toques na cara até o defesa chileno cair no relvado num pranto descomunal. Já perto do intervalo, o árbitro da partida, o italiano Luca Zefferli, deu, e bem, cartão vermelho a ambos. Não se compreende perder a cabeça desta forma num jogo em que não se luta por absolutamente nada.

Com as duas equipas reduzidas a 10, a segunda parte foi mais interessante. Portugal mudou mais de meia equipa e entraram, entre outros, Pedro Neto, João Félix, Gonçalo Guedes e Rúben Neves. Os dois últimos combinaram para o primeiro golo da partida. Excelente visão de jogo do médio, que desmarcou o avançado da Real Sociedad que, meio com a ponta da bota, meio com a parte de fora do pé, atirou para o fundo das redes no Estádio Nacional.

Portugal dispôs de outras boas oportunidades, como o remate de Diogo Dalot aos 68 minutos, e chegou ao 2-0 aos 75 minutos através de um excelente remate de fora da área de Bruno Fernandes, o homem que devia estar encarregue de bater os livres perigosos a favor da seleção.

Pouco mais aconteceu na partida até ao segundo minuto de compensação, quando Cepeda atirou para o fundo das redes da baliza de Rui Silva, que ficou parado a olhar, sem qualquer hipótese de defesa.

Vitória por 2-1 no Estádio Nacional e um ensaio concluído com relativo sucesso. Ainda assim, Portugal não fez uma exibição brilhante e é impossível aferir se vai ter um comportamento à altura do desafio que lhe espera do outro lado do Atlântico.

A seleção regressa aos relvados no Dia de Portugal em Leiria, onde vai defrontar a Nigéria.

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