REVISTA DE IMPRENSA | Maioria da população portuguesa mantém-se abrangida por este tipo de proteção
Mais de dois terços dos portugueses têm atualmente seguro de vida, num total superior a 7,6 milhões de pessoas protegidas. Ainda assim, o número tem vindo a diminuir nos últimos anos, segundo dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões citados pelo Jornal de Notícias.
Entre 2015 e 2024, registou-se uma quebra de mais de 761 mil pessoas com este tipo de proteção, sendo que a descida acompanha a redução dos contratos de crédito à habitação, tradicionalmente associados à subscrição de seguros de vida.
Apesar da tendência, o setor começa a dar sinais de recuperação, impulsionado por medidas de apoio à compra de casa e por um maior dinamismo do mercado imobiliário. Paralelamente, cresce o interesse de novos perfis, como jovens profissionais, trabalhadores independentes e estrangeiros residentes.
Os seguros de vida continuam a ser maioritariamente utilizados como garantia associada ao crédito à habitação, mas ganham também expressão como instrumento de poupança e investimento, nomeadamente através de produtos ligados a fundos.
Além disso, algumas empresas têm vindo a reforçar a contratação destes seguros como benefício para trabalhadores, numa estratégia de valorização do capital humano.
Apesar da descida, a maioria da população portuguesa mantém-se abrangida por este tipo de proteção, considerada essencial para garantir estabilidade financeira em situações imprevistas.
