Entrada na aposentação dos mais de 500 polícias “é processo que demora", reconhece o ministro

Agência Lusa , MJC
19 set, 21:52
Polícia

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia enviou ao ministro da Administração Interna uma carta na qual questionava a falta de efetivos e as razões de “ainda não terem sido libertados para a situação de pré-aposentação os polícias que já atingiram o limite de idade, definido no estatuto profissional, e que já colocaram o requerimento”

O ministro da Administração Interna avançou esta segunda-feira que mais de 500 agentes da Polícia de Segurança Pública estão em condições de entrar na aposentação, mas admitiu que “é um processo que demora”.

“Está em avaliação na PSP, podemos estar a falar de cinco a seis centenas de pessoas que alcançam as condições para poderem entrar em processo de aposentação, mas é um processo que ainda demora, nomeadamente da decisão do Ministério da Administração Interna e das Finanças”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro.

O ministro, que falava à margem da cerimónia de tomada de posse dos dois novos superintendentes chefes e cinco novos superintendentes da Polícia de Segurança Pública, foi questionado sobre as reformas na PSP, sendo o envelhecimento do efetivo um dos principais problemas desta força de segurança.

Este fim de semana, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) enviou ao ministro uma carta na qual questionava a falta de efetivos e as razões de “ainda não terem sido libertados para a situação de pré-aposentação os polícias que já atingiram o limite de idade, definido no estatuto profissional, e que já colocaram o requerimento”.

Nas declarações aos jornalistas, o governante sublinhou que para “que esses polícias possam usufruir de um direito é preciso garantir esse rejuvenescimento e fortalecimento e é isso que está e curso”.

José Luís Carneiro destacou os mil novos polícias que dentro de dias terminam o curso e os outros mil que vão iniciar formação.

“Mais do dobro de candidatos para cerca de 1020 vagas que foram a concurso, isso é um sinal de atratividade das forças de segurança. Estamos a falar de mais de 2 mil polícias”, disse.

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