Portugal vai ter 1.521 militares destacados para as forças da NATO e pode antecipar envio de tropas para a Roménia

24 fev, 14:31
Militares ucranianos. Foto: Getty Images

Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu esta quinta-feira após pedido de Marcelo Rebelo de Sousa. Foi aprovada a ativação da Very High Readiness Joint Task Force (VJTF) e das Initial Follow-On Forces Group (IFFG) para eventual empenhamento nos planos de Resposta da Nato

Portugal vai ter 1.521 militares destacados para as forças de prontidão da NATO, aprovou esta quinta-feira o Conselho Superior de Defesa Nacional, por unanimidade, depois de a reunião ter sido convocada por Marcelo Rebelo de Sousa durante a manhã.

Os militares portugueses estão integrados em duas forças de alta prontidão. A Very High Readiness Joint Task Force (VJTF), para o qual estão mobilizados 1.049 militares portugueses, um navio, sete caças e 162 viaturas tácticas e a as Initial Follow-On Forces Group (IFFG), em que participam 472 tropas nacionais, acompanhados por dois navios e 36 viaturas tácticas.

A integração dos portugueses nestas duas equipas dos aliados foi confimado num comunicado feito pela presidência da República. Antes, António Costa já tinha dito que os militares poderiam ser convocados para "missões de dissuasão sob ordens da NATO", mas garantiu, no entanto, que os aliados não vão intervir diretamente no território ucraniano.

De acordo com o Estado-Maior-General das Forças Armadas, estão disponíveis para as forças da VRJT, ao abrigo da NATO Response Force, uma fragata com 195 militares, seis caças F-16 M acompanhados por 140 efetivos, uma aeronave P-3C Cup com 82 militares, um batalhão mecanizado (composto por 159 viaturas táticas e 609 militares), um destacamento de mergulhadores (12 militares) e uma unidade de Cooperação Civil-Militar, em que integram três viaturas táticas e outros 11 militares para a cooperação civil.  De acordo com fonte do ministério da Defesa Nacional em declarações à CNN Portugal, estas forças, que têm uma prontidão de 7 dias, são “capazes de assegurar uma resposta militar rápida a uma crise emergente".  

No caso das IFFG, Portugal disponibiliza à NATO uma fragata, composta por 195 militares, um submarino com 33 operacionais, uma companhia de fuzileiros (36 viaturas táticas / 212 militares), um destacamento de mergulhadores, composto por 12 militares e uma Unidade Tarefa Operações Especiais Marítimas (20 militares).

Ambas as forças, a IFFG e a VJTF, foram destacadas para um eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da NATO, uma força multinacional altamente preparada e tecnologicamente avançada, composta por componentes terrestres, aéreos, marítimos e Forças de Operações Especiais que a Aliança pode mobilizar rapidamente, sempre que necessário.

Para além desta ativação, o Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou ainda "eventualmente antecipar o segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia". À CNN Portugal, o Ministério da Defesa Nacional já tinha confirmado que para a missão à Roménia estava previsto o envio de uma companhia de atiradores mecanizada.

A participação das Forças Armadas Portuguesas no âmbito da NATO foi uma proposta feita pelo Governo e que mereceu um parecer favorável por unanimidade do Conselho que é o órgão de consulta para todos os assuntos correspondentes à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas.

Este Conselho reúne ordinariamente a cada três meses e extraordinariamente sempre que for convocado pelo Presidente da República, por sua iniciativa ou a pedido do primeiro-ministro. Para além de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa, o Conselho Superior de Defesa Nacional é composto pelo ministro da Defesa Nacional, ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro da Administração Interna e ministro das Finanças. Nestas reuniões participam ainda os ministros responsáveis pelas áreas da indústria, energia, transportes e comunicações, tal como o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

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