REVISTA DE IMPRENSA || Alguns doentes aguardam há mais de quatro anos e muitos morrem antes da transferência
O número de idosos internados nos hospitais apesar de terem alta clínica continua a aumentar e as respostas da Segurança Social estão a cair para menos de metade desde a pandemia. De acordo com o jornal Público, no final de outubro, 832 utentes estavam internados sem necessidade clínica, apenas à espera de vaga numa estrutura residencial.
Segundo o jornal, há casos extremos em que alguns doentes aguardam há mais de quatro anos e muitos morrem antes da transferência.
As admissões em lares através da Segurança Social revelam o colapso: de 2175 em 2021 passaram para apenas 923 no ano passado, menos 38% face a 2023. Em 2024, até 22 de outubro, registaram-se apenas 697 admissões. Lisboa, Porto e Setúbal são as regiões mais pressionadas.
A falta de vagas (533 em todo o país ao abrigo da portaria que regula estes internamentos) está a bloquear camas hospitalares e a impedir internamentos programados, contribuindo para o congestionamento das urgências.
Nos hospitais, acumulam-se situações dramáticas: utentes que permanecem internados desde 2023 e outros que já ultrapassaram os 1600 dias de espera.