Bugalho exige pedido de desculpas ao PS pelas políticas de migrações

Agência Lusa , JGR
1 jun, 21:57
Sebastião Bugalho em campanha no Serralves em Festa no Porto (Lusa/Tiago Petinga)

O candidato da AD afirmou que, quando disse que o Governo do PS entregou as fronteiras portuguesas a redes de tráfico humano, “não era uma hipérbole, era a realidade, era a verdade”

O cabeça de lista da AD às eleições europeias exigiu hoje um pedido de desculpas ao PS pelas políticas que terão conduzido a que seis mil migrantes fossem vítimas de tráfico humano nas fronteiras portuguesas.

Durante um encontro-comício no Largo do Teatro, em Barcelos, Sebastião Bugalho reiterou as acusações que tinha feito no primeiro debate para as eleições europeias, no dia 13 de maio, quando disse que o PS entregou as políticas de migrações em Portugal a redes de tráfico humano, e considerou que “ainda falta um pedido de desculpas”.

“Neste momento, há investigações a decorrer que dão conta de que seis mil migrantes foram vítimas de tráfico humano nas nossas fronteiras durante os governos do PS. A isso eu não chamo dores de crescimento, a isso eu chamo um erro. E ainda estamos à espera de um pedido de desculpas do PS”, frisou.

O candidato da AD afirmou que, quando disse que o Governo do PS entregou as fronteiras portuguesas a redes de tráfico humano, “não era uma hipérbole, era a realidade, era a verdade”.

“Há 400 mil imigrantes à espera de ver a sua situação regularizada em Portugal, à espera de ver a sua situação estável e de não estar à mercê de redes de tráfico humano e a doutora Marta Temido chama-lhe dores de crescimento? E o imaturo sou eu?”, perguntou.

Numa intervenção de cerca de meia hora, Sebastião Bugalho considerou ser “muito interessante ver o que é que não está no programa do PS”.

“O programa do PS ao Parlamento Europeu, apesar de ser hoje liderado por um ex-ministro das Infraestruturas, sobre transportes não tem nada, sobre proteção civil não tem nada, sobre imigrantes não tem nada”, acusou.

Para o cabeça de lista da AD, tal deve-se a que, nos últimos anos de governação socialista, “nestes capítulos o PS não fez nada”.

“O que não está no programa do PS é o que não esteve no Governo do PS: reformas, soluções, melhorias de vida, futuro. O que não está no programa do PS é apenas uma assunção de fracasso total do PS”, disse.

Por isso, defendeu, no próximo dia 09 um voto na AD significa que “os portugueses não querem andar para trás”.

“Um voto na AD é um voto na estabilidade com arrojo. Um voto na AD é um voto no futuro, um voto no PS é um voto num passado que já falhou”, defendeu.

Durante o comício, interveio também o número dois da lista da AD e vice-presidente do PSD, Paulo Cunha, que aproveitou para pedir aos portugueses que deem “um sinal de maturidade democrática” votando no próximo dia 09.

“Um país como Portugal, que recebe muito mais do espaço europeu do que aquele que é o seu contributo do ponto de vista financeiro, tem também, no acesso às urnas, de dar sinal dessa relação com a Europa”, defendeu.

Neste âmbito, apelou aos portugueses que ajudem a construir uma Europa melhor: “a assiduidade, a presença nas urnas, é um contributo para que essa Europa seja construída”.

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