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Hantavírus: o que é a doença rara que está a provocar o pânico num cruzeiro em pleno Atlântico

4 mai, 09:03

 

 

A infeção por hantavírus pode causar uma síndrome pulmonar grave, com sintomas iniciais semelhantes à gripe e evolução rápida para dificuldades respiratórias e risco elevado de morte

O hantavírus é um vírus raro que pode causar uma doença grave conhecida como síndrome pulmonar por hantavírus, uma infeção que afeta sobretudo os pulmões e pode evoluir rapidamente para situações fatais.

De acordo com a CNN que cita William Schaffner, especialista em doenças infecciosas do Centro Universitário de Vanderbilt, a transmissão ocorre principalmente através do contacto com roedores, nomeadamente pela exposição à urina, fezes ou saliva. A inalação de partículas contaminadas - por exemplo, durante a limpeza de espaços com presença de ratos - é uma das formas mais comuns de infeção.

Nos Estados Unidos, onde a doença é mais estudada, foram registados mais de 800 casos desde 1993, sobretudo em estados do oeste do país. A taxa de mortalidade pode ultrapassar um terço dos casos com sintomas respiratórios.

Os primeiros sinais da infeção são frequentemente confundidos com gripe: fadiga, febre e dores musculares. Em alguns casos surgem também dores de cabeça, tonturas, arrepios e problemas abdominais.

No entanto, a doença pode evoluir rapidamente. Em poucos dias, surgem sintomas mais graves, como tosse, falta de ar e acumulação de líquidos nos pulmões, o que pode levar a dificuldades respiratórias severas.

O rato-veado é o principal transmissor de hantavírus nos EUA. Smith Collection/Gado/Archive Photos/Getty Images/File

Sem tratamento adequado, o agravamento pode ocorrer em 24 a 48 horas, sendo frequentemente necessária assistência médica urgente, incluindo suporte respiratório.

Não existe um tratamento específico para o hantavírus. Os cuidados passam por suporte clínico, como oxigénio suplementar, hidratação e monitorização hospitalar.

A prevenção continua a ser a principal forma de proteção, evitando o contacto com roedores e adotando cuidados na limpeza de espaços potencialmente contaminados.

Especialistas alertam que, devido à semelhança com outras infeções respiratórias, a identificação precoce depende muitas vezes da suspeita de exposição a roedores, sendo esse um fator essencial para o diagnóstico.

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