CEO do SNS prefere serviços abertos mesmo que não cumpram padrões da Ordem dos Médicos

31 ago 2025, 10:06
Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS (Tiago Petinga/Lusa)
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REVISTA DE IMPRENSA|| Em entrevista à TSF e ao Jornal de Notícias, Álvaro Almeida questiona: "Porque há de fechar uma urgência que, em vez de seis, tem cinco médicos?"

Álvaro Almeida, diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), diz que prefere ter os serviços de urgência abertos, mesmo que isso implique não cumprir os padrões da Ordem dos Médicos (OM). "Porque há de fechar uma urgência que, em vez de seis, tem cinco médicos?", questiona Álvaro Almeida, numa entrevista ao Jornal de Notícias (JN) e TSF.

O chamado CEO do SNS considera que “há muita coisa a correr bem” no SNS e dá exemplos: “temos uma capacidade de resposta para a maior parte dos problemas ao nível que nunca tivemos”. “Nós hoje, em 2025, estamos com mais consultas hospitalares, mais consultas nos centros de saúde, mais consultas de saúde oral, de psicologia, de nutrição, mais cirurgias em 2025 do que em 2024. E, portanto, a atividade do SNS está a um nível que nunca esteve”, enumera.


Álvaro Almeida reconhece que “há problemas” nas urgências, “mas menos do que no passado recente, nomeadamente em 2023 e 2024”. “Nós estamos com encerramentos de algumas urgências, sobretudo de obstetrícia, mas ainda assim são cerca de 40% inferiores aos que ocorreram no mesmo período do ano passado. Estive na Entidade Reguladora da Saúde (ERS) há 20 anos e na Administração Regional do Norte foi há 10 e esses problemas já existiam nessa altura. O SNS sempre teve problemas. (…) Eu não estou a dizer que não há problemas, pelo contrário. O que eu estou a afirmar é que dizer que o SNS nunca esteve tão mal é uma afirmação sem fundamento”, diz, acrescentando que esses problemas “são estruturais” e “estão a ser resolvidos gradualmente, progressivamente”.

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