Ordem dos Médicos pede investigação ao caso da bebé que nasceu sem sinais vitais após seis idas da mãe às urgências

12 set, 12:29

Grávida deslocou-se a duas unidades hospitalares diferentes nas últimas duas semanas da gestação. Nas primeiras cinco idas às urgências acabou mandada para casa

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, pede uma investigação ao caso da bebé que nasceu no Hospital de Cascais sem sinais vitais e que teve de ser reanimada após o parto, depois de a mãe ter ido seis vezes às urgências em duas semanas. Numa das vezes que foi ao Hospital de Cascais, a doente, uma jovem brasileira de 20 anos que vive em Portugal há um, foi alertada para procurar outra unidade hospitalar caso as águas rebentassem porque ali não havia vaga até ao dia seguinte.

Para Miguel Guimarães, é uma situação que se repete demasiadas vezes: “Mais um caso a somar a outros casos. Que coincide com a questão do encerramento do serviço de urgência de obstetrícia e que coincide com a falta de uma estratégia nesta área para que as grávidas possam saber tranquilamente o que está fechado e o que está aberto.”

Maria Eduarda Carrijo deu à luz uma bebé no dia 04 de setembro, no Hospital de Cascais, depois de seis idas às urgências em duas semanas. Entre as 38 e as 40 semanas de gestação foi atendida cinco vezes no serviço de urgência obstétrica do Hospital de Cascais e uma no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra). A bebé nasceu sem sinais vitais e teve de ser reanimada após o parto. Foi internada nos cuidados intensivos neonatais do Hospital de Cascais, de onde foi transferida para o Hospital de Santa Maria.

Permanece internada, ainda com prognóstico reservado.

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